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Geral Lula chega a Nova Déli para participar da cúpula do G20

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O Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante sua chegada a Nova Déli. (Foto: Ricardo Stuckert/PR)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) chegou nessa sexta-feira (8) a Nova Déli, na Índia, onde participará da 18ª edição da cúpula de chefes de Estado e governo do G20, que ocorre nestes sábado (9) e domingo (10).

O avião pousou por volta das 21h no horário local, 12h30min no horário de Brasília. Lula embarcou na quinta-feira (7), após participar na Esplanada dos Ministérios, em Brasília (DF), do desfile cívico-militar de 7 de Setembro, que celebrou o aniversário da independência do Brasil.

Ao final da cúpula, o Brasil receberá de forma simbólica o comando rotativo do bloco. O G20 reúne representantes de 19 países e da União Europeia, nações representam cerca de 80% da economia global.

Segundo o governo, o Brasil presidirá o G20 pela primeira vez desde a criação do grupo, em 1999. O mandato irá de dezembro deste ano a novembro de 2024. O Rio de Janeiro será a sede da cúpula do grupo no próximo ano.

Na última terça-feira (5), durante o programa Conversa com o Presidente, Lula deu alguns detalhes sobre pontos que irá abordar na capital indiana. Ele destacou um acordo com a Índia envolvendo combustível renovável e a luta contra a desigualdade.

“O Brasil tem muita conversa para fazer. Brasil e Índia vão discutir a questão do etanol como combustível alternativo, que é extremamente importante, e nós temos que discutir com os outros países uma luta contra a desigualdade”, afirmou Lula.

O presidente ressaltou que, nos próximos dois anos, o Brasil será sede de megaeventos internacionais que reforçam que o país voltou a ter prestígio junto à comunidade estrangeira.

“Ano que vem o Brasil vai sediar o G20 no Brasil, que será no Rio de Janeiro. Nós vamos presidir o G20 ano que vem, em 2025 nós vamos presidir os BRICS, e também em 2025 vamos fazer a COP30 em Belém. São três megaeventos que vão dar ao Brasil uma visibilidade diferente do que ele teve nos últimos anos”, frisou Lula. “O Brasil volta a fazer com que o mundo nos respeite pela seriedade com que a gente trata as pessoas e a seriedade com que a gente trata a questão do clima”, completou.

Ainda sobre a questão climática, Lula disse durante o programa que o tema é tão caro ao Governo Federal que ele espera que em breve possa ser incluído como parte do currículo escolar brasileiro. “Por isso eu falei com o ministro da educação se a gente consegue colocar a questão climática no currículo escolar para que as crianças possam, desde cedo, ter uma noção do que é a importância de a gente preservar a natureza”, frisou.

O G20 foi criado em 1999, como uma forma de coordenação entre os países no nível ministerial, após uma sequência de crises econômicas internacionais: a crise do México de 1994, a crise asiática de 1997 (que atingiu especialmente Tailândia, Indonésia e Coreia do Sul) e a crise da Rússia de 1998. Em 2008, no auge da crise causada pela quebra do banco Lehmann Brothers, os países fizeram a primeira cúpula de chefes de Estado, em Washington. A reunião foi realizada semestralmente em 2009 e 2010 e vem ocorrendo uma vez por ano desde 2011.

O G20 é formado por 19 países dos 5 continentes, mais a União Europeia, unindo nações consideradas desenvolvidas e em desenvolvimento. Fazem parte: África do Sul, Alemanha, Arábia Saudita, Argentina, Austrália, Brasil, Canadá, China, Coreia do Sul, Estados Unidos, França, Índia, Indonésia, Itália, Japão, México, Reino Unido, Rússia e Turquia.

Nove outros países foram convidados para a 18ª Cúpula na Índia: Bangladesh, Egito, Emirados Árabes, Espanha, Ilhas Maurício, Nigéria, Omã, Países Baixos e Singapura. Além disso, vários organismos internacionais são convidados fixos nas cúpulas do G20: ONU, FMI, Banco Mundial, OMS, OMC, OIT, OCDE, União Africana, Agência de Desenvolvimento da União Africana (AUDA-NEPAD) e Associação de Nações do Sudeste Asiático (ASEAN). Atualmente, o G20 responde conjuntamente por cerca de 80% do PIB mundial e 75% do comércio internacional, além de dois terços da população e 60% do território do planeta. As informações são do portal de notícias G1 e do Palácio do Planalto.

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