Quinta-feira, 01 de outubro de 2026
Por Redação O Sul | 12 de outubro de 2023
Nessa quinta-feira (12), por volta das 4h30min, pelo horário local, as forças israelenses anunciaram uma operação “em grande escala” contra o Hamas no enclave palestino. Os ataques teriam deixado pelo menos 15 mortos e vários feridos, segundo a imprensa do Hamas. De acordo com testemunhas, um dos bombardeios atingiu o campo de refugiados de Jabalia, no norte do território.
Na quarta-feira (11), em bombardeios intensos contra pontos considerados estratégicos na Faixa de Gaza, região palestina controlada pelo grupo islâmico Hamas, a ação teria atingido a casa de Mohammad Deif, chefe da ala militar da facção terrorista, e matado familiares dele.
Bassem Naim, alto funcionário do Hamas, disse à agência de notícias Associated Press que o pai, o irmão e pelo menos dois outros parentes do líder terrorista foram mortos no ataque aéreo.
Israel também anunciou nessa quinta-feira que prepara uma “manobra terrestre” na Faixa de Gaza, mas “nada ainda foi decidido”, de acordo com o tenente-coronel Richard Hecht, porta-voz do Exército. “Nós nos preparamos para as próximas etapas da guerra”, disse, durante uma coletiva de imprensa. “Pode ser por via aérea, a partir do mar e do ar. Vamos esperar a decisão do governo, nada ainda foi decidido”, acrescentou.
Desde o início dos ataques, mais de 338 mil pessoas foram forçadas a deixar suas casas na Faixa de Gaza, informou a ONU na quarta-feira. O número de deslocados na região, onde vivem 2,3 milhões de habitantes, “aumentou em 75 mil pessoas e atingiu 338.934” até a noite de quarta-feira, segundo a agência humanitária das Nações Unidas, OCHA.
Dezenas de especialistas independentes de direitos humanos da ONU condenaram, nessa quinta-feira, os crimes “horríveis” cometidos pelo Hamas em Israel e a reação das forças israelenses, vista como uma “punição coletiva” de Gaza. “Condenamos os crimes cometidos pelo Hamas e os ataques de Israel contra o povo palestino de Gaza”, escreveu o grupo de dezenas de especialistas em um comunicado.
O premiê israelense, Benjamin Netanyahu, comprometeu-se na quarta-feira (11) a “destruir” o movimento islamista palestino Hamas. Após uma reunião com o ex-ministro da Defesa centrista Benny Gantz, o premiê anunciou em um comunicado a formação de um “governo de emergência” e um “gabinete de guerra” até o final do conflito.
Qualquer membro do Hamas será um “homem morto”, enfatizou Netanyahu, cujo governo de coalizão, o mais à direita da história de Israel, controla 64 dos 120 assentos do Parlamento. Com a inclusão do Partido de Unidade Nacional de Gantz, chegará a 76 assentos. O principal líder da oposição, Yair Lapid, não faz parte da aliança, embora o comunicado tenha especificado que ele tem um lugar “reservado” no gabinete de guerra. As informações são da RFI e da agência de notícias AFP.
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