Terça-feira, 01 de setembro de 2026
Por Redação O Sul | 14 de novembro de 2023
A modelo e empresária Luiza Brunet, de 61 anos, iniciou em outubro um processo na Justiça de São Paulo no qual pede R$ 1 milhão em indenização por dano moral e patrimonial ao ex-marido, o empresário Lírio Parisotto. O fundador da petroquímica Innova, antiga Videolar, foi acusado, em maio de 2016, de agredir fisicamente Brunet durante uma viagem romântica dos dois a Nova York, nos Estados Unidos. Na ocasião, Luiza recebeu um soco do ex-companheiro no olho esquerdo e relata ter sido chutada várias vezes. Além das lesões na face, ela afirmou ter tido quatro costelas quebradas.
A petição foi protocolada no último dia 26. O caso tramita na 36ª Vara Cível do estado, com a juíza Thania Pereira Teixeira De Carvalho Cardin. A última movimentação no processo ocorreu no dia 10 de novembro. A modelo argumenta que, “além da humilhação, dor e sofrimento”, teve a sua carreira prejudicada em consequência da agressão. Luiza afirmou à Justiça que sofreu prejuízos profissionais por conta da agressão, uma vez que passou a ser conhecida como uma “mulher que apanhou de homem”. A informação foi noticiada pelo portal de notícias UOL e confirmada pelo jornal O Globo.
O episódio aconteceu às vésperas do aniversário de 54 anos da atriz. O casal estava junto desde 2012, quando se assumiram publicamente. Em entrevista ao jornal O Globo, em 2019, ela contou que as agressões começaram a partir do segundo ano de convivência, tanto física como verbalmente. Ao todo, o relacionamento durou cinco anos, mas Brunet revelou que amava o companheiro e acreditava quando Lírio Parisotto dizia que iria parar de agredi-la.
O empresário foi condenado em primeira instância por agressão, em junho de 2017. Quase dois anos depois, em fevereiro de 2019, a decisão foi mantida durante um novo julgamento no Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP). Parisotto foi enquadrado na Lei Maria da Penha. Apesar disso, foi condenado apenas a prestar serviços comunitários e a pagar cestas básicas.
Em dezembro de 2022, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) acolheu por unanimidade recurso interporto pela ex-modelo e entendeu que o TJ-SP, onde o caso já foi indeferido outras duas vezes, não esclareceu pontos importantes da possível união estável entre o casal. A atriz afirma que este era o status dos dois à época em que foi agredida pelo empresário. Com isso, a ação deverá ser novamente analisada pelo tribunal paulista.
Da última vez em que o caso esteve na Justiça paulista, os argumentos da defesa do bilionário foram acolhidos e ficou entendido que o então casal tinha apenas um “namoro tormentoso”, como alegam os advogados de Parisotto.
Apesar disso, de acordo com a 3ª turma do STJ, o TJ-SP não esclareceu pontos importantes da controvérsia sobre a união estável entre o casal. O relator do caso, ministro Moura Ribeiro, destacou que o tribunal não se pronunciou sobre os registros de estadias em hotéis, além de não detalhar se houve convivência sob o mesmo teto e por qual razão pela os argumentos de Luiza Brunet não foram acolhidos.
Como revelou a coluna do jornalista Ancelmo Gois, do jornal O Globo, Luiza teve de recorrer a um acordo para encerrar uma cobrança de R$ 646 mil, feita pelo Banco Bradesco, por ocasião de uma dívida sobre o cartão de crédito em seu nome. O processo de cobrança ainda tramita na Justiça do Rio desde junho, mas a empresária acertou o pagamento da pendência após negociar um valioso desconto, informou seu advogado.
Nessa terça-feira (14), a modelo utilizou as redes sociais para se manifestar sobre sua dívida de R$646 mil no cartão de crédito, a qual ela teria negociado com o banco.
“Durante todos esses anos mantive relacionamento comercial com o Bradesco. Sempre cumpri com minhas obrigações. Por isso me causou surpresa essa notícia divulgada para atender os interesses espúrios de uma pessoa que não se conforma com a mudança da minha vida”. As informações são do jornal O Globo.
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