Segunda-feira, 15 de junho de 2026
Por Redação O Sul | 13 de dezembro de 2015
As empresas brasileiras devem enfrentar uma crise de fluxo de caixa operacional em 2016, segundo relatório divulgado pela agência de classificação de risco Fitch, que afirmou que a queda nas receitas e custos mais altos vão pesar sobre as contas das companhias do País.
Além da continuação da crise econômica no Brasil, as turbulências políticas servirão como vento contrário para o desempenho das empresas, indicou a agência de risco em relatório intitulado “Cenário 2016: Corporações Brasileiras (Pesadelo de Fluxo de Caixa Operacional)”.
“Como resultado, a Fitch não vislumbra melhoras significativas em 2016. A liquidez, que vinha sendo um ponto positivo das empresas brasileiras, está se deteriorando e vai elevar o risco de refinanciamento”, argumentou a Fitch no documento.
A Fitch, que é uma das três maiores agências de classificação de risco de crédito do mundo, indicou que o País enfrenta a maior crise de geração de caixa em pelo menos uma década e apontou que o que estrangula a saúde financeira das companhias brasileiras é a combinação de vários fatores: a pouca demanda, desemprego, inflação e juros elevados, real e commodities enfraquecidos e retração no crédito.
Segundo dados da agência, os cortes de nota de crédito devem superar as elevações a uma razão de 10 para 1 no Brasil em 2016. No ano, até esta semana, esta relação está em 3,6 para 1, ante 2,5 para 1 em 2014. (Reuters)
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