Sexta-feira, 29 de maio de 2026

Porto Alegre
Porto Alegre, BR
17°
Partly Cloudy

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Geral Ucrânia debate sobre o uso de esperma de soldados mortos na guerra

Compartilhe esta notícia:

O uso de células reprodutivas de militares enviados a conflitos armados não é algo novo. (Foto: Reprodução)

Parlamentares na Ucrânia anunciaram nessa segunda-feira (29) um projeto de lei para mudar as regras de armazenamento e uso de esperma ou óvulos congelados de soldados que morreram lutando na guerra contra a Rússia. Uma legislação aprovada em novembro estabelece que o material deve ser destruído em caso de morte dos combatentes, mas parentes dos militares apontam que as novas regras, que entram em vigor em março, comparam a lei a uma violação de direitos.

De acordo com a vice-presidente do Parlamento, Olena Kondratyuk, o projeto vai modificar a legislação de novembro, suprimindo o trecho do texto original sobre o descarte de material de militares que tiveram a morte confirmada em combate.

“Espero que uma onda de indignação pública convença os deputados a aprová-la [a modificação ao projeto original]”, escreveu Kondratyuk no Facebook. Ela ainda revelou que o Ministério da Saúde “emitiu um comunicado oficial afirmando que os materiais biológicos em clínicas públicas e privadas não serão destruídos”. O restante do projeto original, que dispõe sobre o fornecimento gratuito de serviços de armazenamento de esperma e óvulos, não será modificado.

Aprovado sem grande alarde, o texto de novembro foi alçado a um lugar central no debate nacional na semana passada, quando a advogada Olena Babych apresentou, no Facebook, o relato da viúva de um soldado que tentava usar o material biológico de seu marido morto para uma inseminação artificial.

“Como explicar a uma mulher aflita que, literalmente há alguns meses, fazia planos com o marido para ter um filho, e que enquanto o marido defendia o Estado e morria, os nossos legisladores literalmente privaram-no do direito de ser pai após a sua morte”, escreveu Babych. “Sinto muito, mas ainda não consigo entender o motivo dessa proibição. Porque é que o Estado, em vez de lhe oferecer apoio, obriga as viúvas a procurar ‘alternativas’ para ter um filho tão desejado de um homem amado que morreu defendendo este mesmo Estado?!”, disse.

O uso de células reprodutivas de militares enviados a conflitos armados não é algo novo. A própria Rússia, que desde fevereiro de 2022 conduz uma invasão de larga escala contra a Ucrânia, oferece gratuitamente serviços de congelamento e armazenamento de esperma aos soldados “mobilizados”, e permite o uso desse material mesmo em caso de morte.

Durante os períodos mais intensos das guerras do Iraque e Afeganistão, clínicas privadas ofereceram gratuitamente esse tipo de serviço aos militares dos EUA, e o Pentágono usou esse “benefício” para atrair novos recrutas. E em Israel, existe a possibilidade dos parentes de pessoas mortas pedirem a extração de esperma após a morte, um serviço cuja demanda aumentou exponencialmente após os ataques de 7 de outubro do ano passado. Na publicação no Facebook, Kondratyuk sinalizou apoio a novas emendas à legislação ucraniana, que permitam, além de esposas e maridos, que os pais do morto possam usar o material armazenado para “continuar a sua linhagem”. As informações são do jornal O Globo e de agências internacionais de notícias.

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Geral

Deixe seu comentário

Os comentários estão desativados.

Futura lei da Flórida deve proibir o uso de redes sociais para menores de 16 anos
Ministro Alexandre de Moraes diz que “organização criminosa infiltrada na Abin” usou meio ilegal para “fiscalizar” investigações de aliados
Pode te interessar