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Geral Hacker e infiltrados não conseguiram achar nada de concreto contra as urnas eletrônicas

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Documentos foram impressos no Palácio da Alvorada e entregues em mãos para o presidente, disse o ex-ajudante de ordens. (Foto: Reprodução)

Uma troca de mensagens entre o ex-ajudante de ordens Mauro Cid com apoiadores de Jair Bolsonaro revela a busca incessante de aliados do ex-presidente por uma prova de fraude nas eleições, mas que ela não foi encontrada. Nas mensagens, Cid cita que estava recebendo “cara de TI [tecnologia da informação], hacker” com supostas informações sobre problemas nas urnas eletrônicas, mas que não conseguiam provar as alegações.

“Só que aí tudo bem: como é que o cara mudou isso aí? Quem mudou isso aí? Como que ele mudou isso aí? Como ele entrou? É isso que a gente não tem!”, disse Cid em mensagem ao tenente-coronel Hélio Ferreira Lima.

Em outro trecho do áudio enviado por Cid, ele afirma que “99,9% das coisas até agora você consegue refutar”, indicando a dificuldade de encontrar qualquer evidência concreta de fraude, mas tenta tranquilizar o aliado afirmando que o grupo tinha infiltrados em diversos órgãos.

“A gente tem cara infiltrado em tudo quanto é lugar monitorando e passando pra gente informações, refutando ou ajudando a instigar, né, digamos assim”, afirmou Cid.

Em outro áudio, Cid disse que ele era um dos mais interessados em encontrar alguma “bala de prata”, indicando a busca por alguma prova que ajudasse na alegação de fraude nas eleições.

“É por isso que a gente tá ouvindo todo mundo, mas todo mundo. Inclusive, tudo que você me mandou já tinha chegado por outros meios. E duas, três pessoas trazendo a mesma informação”, disse Cid.

Aplicativos seguros

A investigação da Polícia Federal que apura uma suposta organização criminosa que tentou dar um golpe de Estado no País mostra que o grupo recorria a aplicativos considerados mais seguros do que o WhatsApp para tratar de temas sigilosos. Entre as ferramentas usadas estão o Signal e o Una, que prometem uma “comunicação mais segura” aos seus usuários.

As apurações mostram que em um determinado momento o ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro (PL), Mauro Cid, faz uma mudança de aplicativo de mensagens.

Em uma conversa no WhatsApp no dia 24 de novembro de 2022 com o também investigado Bernardo Romão Correia Neto, Cid escreve “Signal”, indicando que queria mudar de plataforma. O Signal é um aplicativo conhecido pelas ferramentas de privacidade, como a possibilidade de as mensagens se autodestruírem. Há ainda recursos como bloqueio de prints e a garantia de que a plataforma não armazena nenhum tipo de informação dos usuários, o que torna impossível a identificação deles.

No diálogo, Correia Neto diz “tenho uma dica pra te dar, mas não pode ser por aqui”. E a resposta de Cid é “Signal”. As investigações também apontam por uma opção de Cid pelo uso do aplicativo Una, usado para que ele se comunicasse com o general Freire Gomes, então comandante do Exército.

O Una também é considerado um aplicativo de comunicação muito seguro por ter uma forma diferente de criptografia da que é usada pelo WhatsApp. As informações são do jornal O Globo.

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