Quarta-feira, 16 de setembro de 2026
Por Redação O Sul | 21 de dezembro de 2015
O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), apoiou duas alterações no texto final de uma MP (medida provisória) de 2013 que acolheram pedidos feitos pela construtora Norberto Odebrecht. O lobby da empreiteira junto ao parlamentar, que na época era o relator da MP, foi revelado na petição protocolada no STF (Supremo Tribunal Federal) pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot.
Para o procurador, Cunha “atuava como longa manus [executor de ordens] dos empresários, interessados em fazer legislações que os beneficiassem, em claro detrimento do interesse público. Também recebia valores, seja por doações oficiais, para si ou para os deputados que o auxiliavam (também este o motivo pelo qual possui tantos seguidores), ou por meio de pagamentos ocultos”. O interesse da Odebrecht em promover alterações na MP 627, que tratava da política tributária, aparece em uma troca de mensagens entre Cunha e o executivo de outra construtora, Otávio Azevedo, da Andrade Gutierrez. As mensagens foram encontradas em um celular de Azevedo apreendido pela Polícia Federal na Operação Lava-Jato e incluídas na peça de Janot.
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