Segunda-feira, 02 de novembro de 2026

Porto Alegre
Porto Alegre, BR
20°
Fair

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Política Lula traça nova estratégia para evitar mais derrotas no Congresso

Compartilhe esta notícia:

O presidente pediu o afastamento e a investigação de todos os envolvidos no processo do leilão. (Foto: Ricardo Stuckert/PR)

Após o Congresso Nacional derrubar uma série de vetos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), disse que o governo precisa “organizar sua base da melhor forma possível” no Legislativo. De acordo com o senador, a sessão conjunta realizada na última terça-feira (28) demonstrou “força considerável” da oposição, mas não significa necessariamente um enfraquecimento do Executivo.

Em uma tentativa de melhorar a articulação com o Congresso após a derrubada dos vetos, o núcleo político do governo terá uma reunião fixa toda segunda-feira com Lula.

Os parlamentares derrubaram os vetos presidenciais à limitação da “saidinha” de presos do regime semiaberto e à proibição de uso de recursos públicos para promover, por exemplo, ações contra a chamada “família tradicional”, uma pauta cara ao bolsonarismo.

“Isso, naturalmente, demonstra uma força considerável da oposição no âmbito do Congresso Nacional”, afirmou Pacheco a jornalistas. “Cada sessão tem uma realidade, para cada tema há uma realidade. Isso não necessariamente demonstra um enfraquecimento do governo”, minimizou.

Segundo Pacheco, não se pode medir a força ou fraqueza do governo por votações pontuais como a análise dos vetos do presidente, mas é preciso que a base esteja alinhada.

“Eu não vejo nada de anormal no que aconteceu nessa sessão do Congresso Nacional. Mas é muito importante, tanto quanto a oposição se organizar, é muito importante para a democracia que o governo organize com a melhor forma possível com sua base de apoio na Câmara dos Deputados e no Senado Federal.”

Nova estratégia

A nova estratégia do governo, com reuniões semanais envolvendo Lula foi confirmada pelo líder do governo no Congresso, o senador Randolfe Rodrigues (sem partido-AP).

Randolfe considera que o governo saiu vitorioso ao conseguir manter o veto ao calendário de pagamento de emendas impositivas (obrigatórias) que tornaria o Orçamento da União ainda mais engessado. O Executivo conseguiu fechar um acordo com os parlamentares após acelerar a liberação desses recursos, cruciais para irrigar bases eleitorais de deputados e senadores em ano de disputa por prefeituras.

Randolfe e os líderes do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), e na Câmara, José Guimarães (PT-CE), reuniram-se com Lula para fazer um balanço. O diagnóstico foi de que há uma ofensiva conservadora em curso no País, que encontra eco no Congresso.

“Fizemos esse balanço. Deliberamos, inclusive, uma dinâmica de encontros que vamos passar a ter semanalmente. O núcleo político do governo, o ministro Padilha, além de mim, os líderes Wagner e José Guimarães, conversando com o presidente e quais ministros forem necessários ser chamados”, disse Randolfe, a jornalistas.

Jaques Wagner já havia dito que Lula queria uma melhora na “organização” da articulação política do Palácio do Planalto com o Congresso. “Toda segunda-feira, vamos passar a ter uma reunião ordinária do núcleo político de governo com o presidente da República”, explicou Randolfe.

Interlocutores de Lula disseram nos bastidores que a manutenção do veto no projeto da saidinha era prioridade para o presidente e estava sendo tratada pelo PT como “questão de honra”, com atuação de ministros como Ricardo Lewandowski (Justiça) na tentativa de sensibilizar os parlamentares.

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Política

Deixe seu comentário

Os comentários estão desativados.

Premiê da Eslováquia recebe alta de hospital após tentativa de assassinato
Porto Alegre mantém vacinação de rotina contra poliomielite em crianças
Pode te interessar