Segunda-feira, 05 de outubro de 2026

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Geral Pouca transparência e falta de atas eleitorais: saiba por que há países desconfiados com o resultado das eleições na Venezuela

Compartilhe esta notícia:

Com o resultado, Maduro poderá completar 17 anos no poder e superar Hugo Chávez, seu antecessor, que governou por 14 anos até morrer, em 2013. (Foto: Reprodução)

O resultado das eleições presidenciais realizadas no domingo (28) na Venezuela foi recebido com desconfiança por autoridades dos Estados Unidos, de países europeus e de alguns vizinhos sul-americanos, entre eles Chile e Argentina. Isso porque o Conselho Eleitoral Nacional (CNE) proclamou a vitória do presidente Nicolás Maduro sem divulgar os dados totais da apuração.

Segundo o CNE, Maduro foi reeleito para o terceiro mandato com 51,2% dos votos, contra 44% do opositor Edmundo González. A diferença é de 704 mil votos.

A oposição denuncia fraude, diz que venceu por ampla vantagem e exige a divulgação de todas as atas eleitorais, boletins que registram os votos em cada urna.

A última atualização dos números do CNE havia sido na madrugada dessa segunda (29), quando o site da instituição saiu do ar. Naquele momento, a apuração estava em 80%.

Autoridades venezuelanas dizem que houve um ataque hacker e culpam a oposição.

Na capital Caracas, eleitores da oposição saíram às ruas e fizeram panelaços contra a reeleição de Maduro.

Autoridades de EUA, Reino Unido, Chile, Alemanha, Argentina, Uruguai, Espanha, Itália, Equador, Peru, Colômbia, Guatemala, Panamá, Costa Rica e Portugal contestaram o resultado e cobraram transparência, com a publicação integral dos dados da apuração.

O governo brasileiro adotou cautela e até o momento não reconheceu o resultado. O ex-chanceler Celso Amorim, assessor do presidente Lula para assuntos internacionais, está em Caracas e vai se reunir com os dois lados.

Por outro lado, Rússia, China e Irã já parabenizaram Maduro.

Em nota divulgada nesta segunda, o governo brasileiro disse que observa “com atenção” o processo e que espera a divulgação total dos dados da apuração, “passo indispensável para a transparência, credibilidade e legitimidade do resultado do pleito”.

“O fato principal que nos leva a ser cauteloso é que não deram o resultado público mesa por mesa. O governo deu até agora um número, mas tem que mostrar como chegou nesse número, ata por ata”, afirmou Celso Amorim.

Processo conturbado

A comunidade internacional pressionava Maduro para que as eleições fossem limpas e transparentes. O governo dos Estados Unidos havia concordado em reduzir sanções econômicas que impõe ao país se isso ocorresse.

No entanto, durante o processo duas candidatas opositoras foram impedidas de concorrer, entre elas Maria Corina Machado, o nome mais forte a rivalizar com Maduro.

Na semana passada, o presidente venezuelano disse que haveria um “banho de sangue” caso fosse derrotado. Após Lula manifestar preocupação com a fala, Maduro respondeu com mentiras sobre o processo eleitoral brasileiro. Às vésperas da eleição, fechou as fronteiras do país.

No domingo, minutos após a divulgação do resultado, Maduro disse em discurso a apoiadores que sua reeleição era o triunfo da paz e da estabilidade.

“O povo disse paz, tranquilidade. Fascismo na Venezuela, na terra de Bolívar e Chávez, não passará”, disse Maduro.

De acordo com o CNE, 59% dos eleitores participaram da votação, número acima dos 46% registrados em 2018, quando Maduro conquistou seu segundo mandato em um pleito marcado por denúncias de fraude, boicote da oposição e alta abstenção.

Com o resultado, Maduro poderá completar 17 anos no poder e superar Hugo Chávez, seu antecessor, que governou por 14 anos até morrer, em 2013. As informações são do portal de notícias G1.

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Geral

Deixe seu comentário

Os comentários estão desativados.

Superior Tribunal de Justiça decide que bem de família pode ser penhorado para pagar dívidas contraídas em sua reforma
Apple “esconde” configurações da câmera do iPhone 15; saiba mais
Pode te interessar