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Colunistas Eleições 2024: a derrota da esquerda Brasil afora

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(Foto: Pedro França/Agência Senado)

Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul. O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.

São muitas as explicações para as derrotas da esquerda e centro-esquerda pelo País. As mais rasas, mas também aceitas, apontam que a esquerda ainda não compreendeu os novos meios de comunicar suas ideias para a sociedade. Enquanto isso, a direita — com seus estrategistas jovens — tem dominado as redes sociais, impondo narrativas, muitas vezes, com a utilização de desinformação e fake news. A agilidade da informação e a preguiça de checagem, aliadas ao discurso de descrédito das instituições, inclusive da imprensa, fazem com que a população forme opinião pelas redes sociais e não mais pelos meios tradicionais de comunicação.
Outro fator relevante, visualizado não só aqui, no estado gaúcho, mas em todo o País, é a postura das velhas lideranças partidárias de esquerda, hoje já vistas como ultrapassadas e, até mesmo, burocratizadas e arrogantes. Resultado dessa “velha política” é a insistência em candidaturas amplamente rejeitadas pelos eleitores, demonstrando que essas lideranças parecem estar mais preocupadas em manter o protagonismo político (do campo ideológico) a todo custo, mesmo que isso signifique entregar vitórias para a extrema-direita.
Além disso, uma ala da esquerda está cada vez mais focada no identitarismo radical, enquanto a luta de classes vai sendo deixada de lado. Em vez de uma agenda popular ampla, a disputa se restringe a nichos e à manutenção de espaços parlamentares, com o objetivo de garantir cargos e emendas. O discurso extremista e nichado garante eleição proporcional, mas afasta cada vez mais a esquerda da grande massa que espera alguém que a represente na busca de justiça social.
A lição que fica destas eleições é uma só: uma nova mensagem é necessária — ou, quem sabe, o que defendo, o resgate de uma velha fórmula de diálogo e defesa da população. O Trabalhismo, que levou o Dr. Getúlio Vargas e o povo ao poder, pode ser uma saída.
Recuperar as bandeiras do Trabalhismo de Vargas — como justiça social, desenvolvimento econômico e valorização dos trabalhadores — pode ser a chave para que a esquerda reconquiste as estruturas de governo e possa voltar a propor as transformações que a sociedade precisa. O povo quer comida na mesa, sim. Mas, também, quer alguém que o represente sem extremismos e com muita capacidade de diálogo.
Se a esquerda e a centro-esquerda não reconhecerem a urgência de renovar seus quadros políticos e de reformular a maneira de dialogar com o povo, os resultados tendem a se acumular em sucessivas derrotas.
@gutolopesrs

Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul.
O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.

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Fernando Krause
29 de outubro de 2024 10:55

O dominador lulopetismo anulou politicamente seus puxadinhos, ops.aliados, deixando-os com prêmios de ministérios para acalmar seus líderes, em sua maioria submissos ao grande mitômano e sugando os votos dos seus militantes para a grande seita “socialista”.
Esse é o custo político de se aliar à extrema esquerda: perder a identidade…

Did Dlc
29 de outubro de 2024 11:27

Esse é outro apoiador do lulu…perdeu ..parabéns.. povo de Viamão .

Did Dlc
29 de outubro de 2024 18:00

Que narrativa …só convence os teus cumpanheros…Continua assim …

Vanderlei Ochoa
29 de outubro de 2024 13:43

Esse guri é demais. Único contraponto da bancada da direita golpista , representada por essa gente horrorosa que usa a mídia concedida para fazerem politicagem barata e servirem de cabo eleitoral para o que existe de mais nefasto no Brasil, isto é, gente de baixíssima índole, como a família bolsonaro golpista. Parabéns e continue com a luta e nunca se entregue à gentalha. Desculpe, só u. Desabafo…

Anderson Cardoso da Silva
29 de outubro de 2024 13:57

Rosadilma falou depois da terrota esmagadoro..vergonhhosa onde o proprio aliados nao fotaram nela..baixou o espitiro da Dilma…
Saimos mais forte e uma esquerda unida…
Kklkl , volta pra brasilia defender bandido…MariaDilma Rosariana..

Adalberto Meneguzzi
29 de outubro de 2024 14:29

A esquerda está sumindo (graças a Deus) por pensamentos iguais ao teu!
O mundo mudou, a sociedade avançou e, consequentemente, o mercado de trabalho também!
Os únicos lugares do mundo onde os trabalhadores precisariam ser protegidos, é exatamente onde os governos são socialistas ou comunistas!
No mundo capitalista, mesmo com seus erros, o trabalhador ainda pode crescer, desde que o faça por merecer!
Na lógica socialista, o que menos se vê é justiça social.
É trabalho escravo e ração no final do mês!

Denise Goulart de Munhós
29 de outubro de 2024 20:20

Será que esse cidadão pagou para ter sua matéria veiculada? No programa da TV com certeza ele e o cumpanhero advogado de porta de cadeia têm assento comprado pela esquerdalha.

Denise Goulart de Munhós
29 de outubro de 2024 20:22

Eu devo ir a Viamão cumprimentar os eleitores da cidade por terem dado uma fragorosa derrota a esse Guto.

Cecilia Kaminski
29 de outubro de 2024 22:03

Parabéns pela matéria, e isso mesmo que você falou Guto Lopes

João Souza
30 de outubro de 2024 00:02

Entrar na vilas de Viamão dá vontade de chorar o abandono. Mas traficantes e marginais tem aos montes.

Neusa Pereira
30 de outubro de 2024 10:34

Parabéns muito bom o povo consegue entender.

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