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Política Lula defende soluções criativas para reduzir déficit habitacional

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Déficit atual é de cerca de 7 milhões de moradias

Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil
Déficit atual é de cerca de 7 milhões de moradias. (Foto: © Paulo Pinto/Agência Brasil)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, nesta terça-feira (08), que é preciso “criar mais dinheiro” e ser criativo para resolver o problema do déficit habitacional do Brasil.

Segundo ele, o déficit atual, de 7 milhões de moradias, é o mesmo registrado há mais cinco décadas. “Significa que nós estamos enxugando gelo”, disse durante a abertura do 100º Enic (Encontro Internacional da Indústria da Construção), em São Paulo.

“Se fazer a quantidade de casas que nós estamos fazendo [8 milhões pelo Minha Casa, Minha Vida] ainda não dá conta de vencer esse tal de déficit habitacional, é preciso que a gente seja criativo e que a gente pense mais. É preciso criar mais dinheiro, inventar mais fundo, inventar mais alguma coisa, porque nós precisamos resolver o déficit habitacional. Ainda tem muita palafita nesse país”, reforçou.

Lula comentou sobre a comunidade do Dique da Vila Gilda, em Santos, litoral paulista, que é considerada a maior favela de palafitas do Brasil. Palafita é o nome dado a uma casa construída sobre estacas em regiões alagadiças. “É uma vergonha. São Paulo é o Estado mais rico da Federação, [e ter] a quantidade de palafitas entre Santos e Guarujá”, afirmou o presidente.

Ao discursar para empresários da construção civil, Lula afirmou que é preciso fazer mais e, para ele, o setor está preparado. “Com o crescimento do conhecimento científico e tecnológico, hoje, vocês estão dando uma demonstração de que esse setor continua e por muito tempo será um setor de ponta neste país. Até porque falta muita coisa para a gente fazer”, afirmou.

Na semana passada, Lula anunciou a ampliação do programa Minha Casa, Minha Vida para atender a classe média, com renda familiar até R$ 12 mil. Os recursos para financiar a nova faixa, a Faixa 4, chegam a R$ 30 bilhões, sendo R$ 15 bilhões do Fundo Social do Pré-Sal e o restante da poupança e de LCI (Letra de Crédito Imobiliário).

A taxa de juros para a nova faixa é de 10,5% ao ano, e o número de parcelas vai a até 420 meses. O limite para financiamento é de imóveis até R$ 500 mil. O presidente reafirmou que é dever do governo garantir estabilidade política, jurídica, social e econômica no país, além de dar previsibilidade para que os empresários façam seus investimentos.

“Todo mundo precisa de previsibilidade para fazer, no começo do ano, as contas e os projetos do que vão fazer durante o ano inteiro. E aí, é inexorável a necessidade da construção de uma parceria de honestidade entre o governo e a sociedade brasileira, entre o governo e o Poder Legislativo”, disse Lula.

“Se a gente brinca de enganar, achando que a gente pode dizer o que a gente quiser, porque não vai acontecer, porque vai acontecer, não dá certo. Esse país não pode ser vítima de um cavalo de pau”, afirmou o presidente.

Demandas do setor

Promovido pela CBIC (Câmara Brasileira da Indústria da Construção), a 100ª edição do Enic está sendo realizada dentro da Feira Internacional da Construção Civil, que é referência para o setor.

Durante seu discurso, o presidente da CBIC, Renato Correia, elogiou a criação da Faixa 4 do Minha Casa, Minha Vida e agradeceu Lula por cumprir a promessa de que “não faltaria dinheiro para a construção”. Para ele, é preciso garantir fontes recorrentes de recursos para a habitação.

“A decisão recente do nosso presidente da República completa o círculo virtuoso desse programa, melhorando as condições de aquisição da casa própria também para a classe média. O uso de recursos do pré-sal é inédito para essa finalidade e pode gerar uma nova revolução na habitação brasileira, assim como foi a criação do Minha Casa, Minha Vida em 2009”, disse.

“Tornar essa fonte de financiamento recorrente e previsível, aliada ao FGTS, viabiliza a alocação de recursos capazes de fazer frente à grande demanda por habitação no país, atendendo o direito constitucional à moradia”, acrescentou Correia.

O presidente da CBIC afirmou que o atual governo “destravou o investimento e tem atuado para estimular a tomada de decisão por novos projetos”. Mas, segundo ele, o setor ainda tem demandas importantes para a Presidência. “Nas obras públicas, pedimos seu apoio para evitar a contratação de serviço de engenharia por pregão eletrônico e para fixar prazo de pagamento pela administração pública no âmbito da lei de licitações”, pediu.

Segundo Renato Correia, a indústria da construção também espera que o atual ciclo de alta de juros seja revertido. “O aumento da Selic se aproxima dos 15%, sufoca a indústria e abrevia nossa capacidade de investir. Apoiaremos toda iniciativa do governo na direção de uma reforma administrativa que fomente a eficiência de administração pública, que somado ao aumento da nossa infraestrutura, abrirá o caminho para reverter juros tão elevados”, disse.

Para conter a inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, definida em 14,25% ao ano pelo Copom (Comitê de Política Monetária). Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros, a finalidade é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços, porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.

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6 Comentários
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Artur Bando
8 de abril de 2025 20:19

“Minha Casa, Minha Vida piorou cidades e alimentou especulação imobiliária, diz ex-secretária do governo Lula”…..
Desde 2000 o que ele faz é só destruir …com este CANCER só andamos para traz….

Vanderlei Stefani
8 de abril de 2025 20:49

📈 O Brasil subiu 15 posições em apenas um ano e agora ocupa a 25ª colocação no ranking mundial da indústria de transformação, o melhor desempenho desde 2019! 🇧🇷

Vanderlei Stefani
9 de abril de 2025 03:09

Desarranjo MENTAL ☝️☝️☝️

César Alexandre Jardim Marques
8 de abril de 2025 21:25

Falou o marido da “mulher” do Macron. Segundo a ONU o Brasil terá 165 milhões de pessoas em 2100 (pode pesquisar no Google). Os nascimentos estão diminuindo. O número de famílias com UM filho só cresce. Não é construir mais casas. É criar mecanismos econômicos para as que existem chegarem mais fácil a quem precisa. E este mecanismo já se provou não ser o “minha casa minha dívida”. Te vira Painho, ou só a Janja te passa a perna.

Eduardo Rodrigues
9 de abril de 2025 10:39

Ué ! E a varandinha do pum ? Não funcionou ?

Vanderlei Ochoa
9 de abril de 2025 17:48

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