Sexta-feira, 30 de outubro de 2026

Porto Alegre
Porto Alegre, BR
18°
Partly Cloudy

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Política Para o líder do PT na Câmara, deputados que assinaram urgência para o projeto de anistia decidiram romper com o governo

Compartilhe esta notícia:

Segundo Lindbergh Farias, a ação também reforçou o pedido de afastamento cautelar do deputado de seu mandato. (Foto: Mário Agra/Câmara dos Deputados)

Líder do PT na Câmara dos Deputados, o deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) criticou os deputados da base aliada do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva que assinaram a urgência do projeto de lei que concede anistia aqueles envolvidos na tentativa de golpe de estado e nos ataques do 8 de janeiro de 2023. A fala foi dada em entrevista ao programa Estúdio i, da GloboNews.

Segundo Lindbergh, o governo tem que chamar os deputados e cobrá-los. Para o líder petista, o parlamentar que assinou o projeto “está se associando a um projeto criminoso de rasgar a Constituição para tentar uma anistia de toda força para o Bolsonaro”.

“Não é o governo que está retaliando, é o deputado que está fazendo opção de romper com o governo. Não é razoável o governo aceitar alguém que queira anistiar quem tentou matar o Lula”, afirmou Lindbergh ao acusar os deputados de “oportunismo”.

O deputado já reclamou abertamente de partidos da base aliada do governo Lula que assinaram a urgência para se votar a proposta. Os apoios destes partidos correspondem a mais da metade das assinaturas obtidas.

A maioria dos apoios na Câmara vem de União, PSD, MDB, PP e Republicanos, que possuem cargos no governo: União Brasil (37 assinaturas), PSD (23), MDB (21), Republicanos (25) e PP (34) têm contribuído para dar fôlego à discussão.

O deputado afirmou que o partido não é contra prisão domiciliar para envolvidos no 8 de janeiro, mas defende pena para os mandantes da tentativa de golpe de estado e que as decisões venham do Supremo Tribunal Federal, não da Câmara.

Sem mudanças

Segundo ele, o fato de o PL ter protocolado o pedido de urgência não muda a discussão e não necessariamente significa que a anistia está mais próxima para quem foi ou for condenado pela tentativa de golpe de estado e pelo 8 de janeiro.

“Isso não muda rigorosamente nada. Eles estão dando como fato que conseguir as assinaturas, significa que o projeto será pautado. Isso é falso. Sabe quantos projetos têm aqui [na Câmara] com assinaturas para requerimento de urgências? 2.245. Agora, temos 2.246”, afirmou o líder do PT na Câmara.

O deputado afirmou que considera difícil o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), colocar a urgência do projeto para votação. “Estou convencido de que o Hugo Motta não vai colocar este projeto para votar. Tem muita gente que vai entrar com requerimento de retirada de assinatura”, disse.

Na última quarta-feira (9), o presidente da Câmara se reuniu com Jair Bolsonaro, principal defensor do projeto. Na oportunidade, o ex-presidente manifestou confiança de que, caso o requerimento de urgência atingisse as assinaturas necessárias, Motta o colocaria em discussão.

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Política

Deixe seu comentário

Os comentários estão desativados.

Rio Grande do Sul registra recorde histórico na abertura de empresas no primeiro trimestre
Festival levará shows gratuitos de música a cinco cidades gaúchas nas próximas semanas
Pode te interessar