Quarta-feira, 11 de março de 2026

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Política “Teremos agenda para aparar arestas”, diz ministro da Fazenda sobre relação com os Estados Unidos

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Haddad espera que, daqui para frente, os dois países consigam discutir sobre uma revisão das tarifas e seguir no caminho da cooperação regional.

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Mesmo com o recuo em parte da medida, a oposição insistirá em derrubar todo o decreto sobre o IOF, e o Planalto sabe: sofrerá mais uma derrota se a pauta for a plenário. (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse nesta sexta-feira (9), que ele e o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, tiveram uma conversa franca durante reunião, em que fez chegar ao americano a apreensão não só do Brasil, mas também de toda a América do Sul com as tarifas que o governo de Donald Trump está impondo à região, uma das poucas no mundo que tem déficit com os EUA.

De acordo com Haddad, lhe parece que Bessent compreendeu a situação e que teria entendido não ser justo taxar o comprador. “Abordamos todos os temas, os mais delicados e quero crer que temos uma agenda de trabalho daqui para frente para aparar arestas e seguir no caminho da cooperação regional”, disse Haddad.

Durante evento na B3, na capital paulista, Haddad também falou sobre o Banco Central e a decisão de elevar os juros no País. Segundo ele, o mandato da autoridade monetária é controlar a inflação. Ele fez a afirmação ao ser perguntado sobre se o BC poderia começar a flexibilizar a política monetária caso a guerra tarifária lançada pelos Estados Unidos tenha efeito desinflacionário para o mundo e, em particular, para o Brasil.

“Tivemos um ano difícil no mundo, com turbulências causadas por países mais ricos. Tenho conversado com meus pares e todo mundo tem sofrido os efeitos dessa turbulência. Cada um está enfrentando à sua maneira”, disse acrescentando que o Brasil está bem posicionado para lidar com a situação.

“Vamos continuar crescendo, a gerar emprego, e vamos trazer a inflação para dentro da meta, mas gerando oportunidade de trabalho e renda no Brasil. Entendo que as pessoas estejam apreensivas com o que está acontecendo no mundo, mas estamos bem posicionados para isso. Estamos com diálogo com União Europeia, Sudeste Asiático e com os EUA desde meu encontro com o secretário do Tesouro (Scott Bessent)”, disse.

IPCA

O ministro da Fazenda disse que está mais confiante do que o mercado na queda da inflação, após o IPCA, divulgado nesta sexta-feira, mostrar alta nos preços de 0,43% em abril, praticamente em linha com as previsões dos economistas.

“O IPCA está em linha com o que estava projetado. Estou confiante que vamos terminar o ano um pouquinho melhor do que as previsões. E o ano que vem, numa situação mais confortável”, disse o ministro.

Em relação às projeções de mercado, divulgadas no boletim Focus, Haddad disse que está “mais confiante” no arrefecimento da inflação até o fim do ano.

(Com informações do jornal O Estado de S.Paulo)

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