Sexta-feira, 05 de junho de 2026
Por Redação O Sul | 13 de maio de 2025
Em abril, ele havia revelado a descoberta de um tumor no esôfago em estágio avançado
Foto: ReproduçãoJosé “Pepe” Mujica, ex-presidente do Uruguai, morreu nessa terça-feira (13) aos 89 anos. Ele governou o país entre 2010 e 2015. A informação foi confirmada pelo atual presidente uruguaio, Yamandú Orsi, visto como um dos herdeiros de Mujica.
“É com profundo pesar que anunciamos o falecimento do nosso colega Pepe Mujica. Presidente, ativista, líder e líder. Sentiremos muita falta de você, querido velho. Obrigado por tudo o que você nos deu e pelo seu profundo amor pelo seu povo”, escreveu Orsi.
Em abril de 2024, Mujica anunciou que estava com um tumor no estômago, com o órgão “muito comprometido”. Ele também afirmou que seu quadro de saúde era “duplamente complexo”, já que sofria de uma doença imunológica há mais de 20 anos que havia afetado os rins.
José Alberto Mujica Cordano nasceu em Montevidéu, em 20 de maio de 1935. Nos anos 1960, tornou-se membro da guerrilha Movimento de Libertação Nacional – Tupamaros. O grupo se notabilizou, antes da instalação da ditadura militar uruguaia, em 1973, por assaltar bancos e distribuir comida e dinheiro roubado aos pobres.
Durante sua atuação na clandestinidade, Mujica foi ferido quatro vezes em confrontos com forças policiais. Escapou duas vezes da prisão até ser recapturado definitivamente, em 1972.
Prisão e tortura
Seu período na prisão ao longo da ditadura foi marcado por torturas condições precárias, sendo mantido por longos períodos na solitária. Ele era um dos presos considerados “sequestrados” pelo regime, que seria executado sumariamente caso os Tupamaros retomassem as atividades de guerrilha. Ao todo, ele passou 14 de sua vida atrás das grades.
Em 1985, Mujica foi finalmente libertado após a promulgação de um decreto de anistia. Ele entrou para a política institucional, ajudou a fundar o partido de esquerda Movimento de Participação Popular (MPP) e foi eleito deputado em 1994. Cinco anos depois, chegou ao Senado e, em 2005, com a chegada a Presidência de seu correligionário Tabaré Vázquez (1940-2020), foi nomeado ministro da Agricultura.
Presidência
Mujica foi eleito sucessor de Vázquez e se tornou presidente em 2010, governando até 2015. Em sua gestão, o gasto social saltou de 60,9% do gasto público total para 75,5%. Em conformidade com sua visão política, o salário mínimo teve um aumento de 250%. Em 2012, ele propôs a legalização do consumo e da venda da maconha, que acabou se tornando realidade no país.
Ao lado de sua mulher, Lucía Topolansky, Mujica chamou atenção como um chefe de Estado de vida simples, que morava em uma casa simples de sítio nos arredores da capital e dirigia seu próprio Fusca ano 1987 diariamente até a sede do Executivo, na Praça Independência.
Voltou ao Senado após deixar a Presidência, até entregar o cargo, em 2020, em meio à pandemia de Covid-19, por motivos de saúde. Mujica passou os últimos anos de sua vida cuidando de sua horta. Acredita-se que ele doava 90% de seu salário como ex-presidente para projetos de combate à pobreza.
Durante a maior parte da vida, ele se declarou ateu. Em uma entrevista em 2012, ele sintetizou sua crença: “Não tenho religião, mas sou quase panteísta: admiro a natureza”.
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O lago de fogo e enxofre eterno deve estar cada vez mais povoado pelos cumpanheros “socialistas” …
Hoje, o mundo se despede de Pepe Mujica. Um revolucionário que fez da simplicidade sua arma política e da coerência um ato cotidiano de rebeldia. É um daqueles líderes que nos guiam pela ética e amor pelo povo. No Uruguai, enfrentou tabus e garantiu avanços históricos: legalizou o aborto, o casamento igualitário e a maconha. Fez do Estado uma trincheira em defesa da dignidade humana. Pepe encarnou o sonho de uma América Latina justa, altiva e soberana. Sua vida prova que é possível governar sem abrir mão de princípios inegociáveis. Seguiremos com seu exemplo aceso em nossas lutas. Hasta siempre,… Leia mais »
A extrema direita não perde a oportunidade de mostrar a sua essência, “ÓDIO CRÔNICO”
E o filho de calango ladrão do Lule não morre.
Muito foguetório na fronteirs..menos um da turma do Pinóquio