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Mundo Lula confirma ida ao G7; os outros presidentes que governaram o Brasil nas últimas duas décadas – Dilma, Michel Temer e Bolsonaro – não foram a cúpulas do G7 em suas gestões

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Lula foi convidado pela França, país anfitrião do encontro de 15 a 17 de junho na cidade de Evian. (Foto: Ricardo Stuckert/PR)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva confirmou sua ida à cúpula do G7 na França. Essa será a 10ª participação do brasileiro no encontro de sete das maiores economias do mundo (Alemanha, Canadá, Estados Unidos, Itália, Japão, Reino Unido e França).

O presidente participará como líder convidado do anfitrião. Neste ano, o encontro está marcado para o o período de 15 a 17 de junho na cidade de Evian. À Folha de S.Paulo um funcionário da Casa Branca confirmou que o presidente dos EUA, Donald Trump, também vai participar do encontro.

Auxiliares de Lula afirmam que as recorrentes participações do presidente em eventos internacionais fazem parte de uma estratégia de reforçar uma imagem de defesa da soberania nacional, postura que o presidente e sua equipe vêm intensificando.

Embora o Brasil não seja membro do grupo, países emergentes costumam ser convidados para a cúpula de líderes. Lula participou pela primeira vez em 2003. Depois, foi às edições de 2005 a 2009 e voltou a participar ao assumir a Presidência da República pela terceira vez. Ele foi convidado de 2023 a 2026.

“Eu nem ia no G7, agora eu vou. É preciso alguém tentar colocar ordem na casa e dar um paradeiro nessa coisa que está acontecendo de desmonte do multilateralismo, desmonte na democracia e de desvalorização das instituições”, disse o presidente durante reunião com seus ministros nesta quarta.

Os outros presidentes que governaram o Brasil nas últimas duas décadas – Dilma Rousseff (PT), Michel Temer (MDB) e Jair Bolsonaro (PL) – não foram a cúpulas do G7 durante suas gestões. Nesta edição, a lista de países convidados também inclui Índia, Quênia, Coreia do Sul e Síria.

A temática da defesa da soberania nacional ganhou ainda mais peso após o anúncio do tarifaço imposto por Donald Trump, iniciado em 2025 e retomado na última semana. De lá para cá, Lula e sua equipe adotaram esse discurso como estratégia de comunicação enquanto tentam atrelar a Flávio Bolsonaro (PL-RJ) a imagem de inimigo da nação. O senador deve ser o principal adversário de Lula nas eleições presidenciais de outubro.

O governo brasileiro avalia a possibilidade de um encontro bilateral entre Trump e Lula, durante a participação de ambos no G7.

O tom foi especialmente reforçado por Lula e seus aliados após a visita do filho mais velho de Bolsonaro à Casa Branca, no final de maio. Dias depois do encontro, o governo Trump anunciou a classificação das facções CV e PCC como terroristas, designação pedida por Flávio na contramão do entendimento do governo Lula. Na terça-feira (2), a Casa Branca também anunciou um novo tarifaço ao Brasil.

O tema virou, inclusive, slogan do governo após o primeiro tarifaço, no ano passado: “Governo do Brasil, do lado do povo brasileiro”, além de ter permeado ações como o plano Brasil Soberano, de socorro às empresas afetadas pelo tarifaço. (Com informações da Folha de S.Paulo)

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