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Brasil Conflito no Oriente Médio pode pressionar inflação no Brasil, avaliam especialistas

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A situação no Oriente Médio influencia o preço do petróleo em todo o mundo.

Foto: Reprodução
A situação no Oriente Médio influencia o preço do petróleo em todo o mundo. (Foto: Reprodução)

A escalada do conflito entre Israel e Irã pode respingar na economia brasileira. Isso porque a situação no Oriente Médio influencia o preço do petróleo, o que pode fazer com que a Petrobras tenha que realizar reajustes nos preços dos combustíveis, afetando diretamente a inflação do País.

É o que esperam os analistas ouvidos pela reportagem. Segundo o sócio da L4 Capital, Hugo Queiroz, a paridade de preços estava em torno de 10%, mas isso pode mudar com o petróleo chegando a US$ 80 o barril. Na sexta-feira (13), na New York Mercantile Exchange (Nymex), o contrato de petróleo WTI para julho fechou em alta de 7,26% (US$ 4,94), a US$ 72,98 o barril. O Brent para agosto, negociado na Intercontinental Exchange (ICE), avançou 7,02% (US$ 4,87), para US$ 74,23 o barril. No acumulado da semana, o WTI disparou 13% e o Brent, 12%.

“A expectativa é de que nesta semana os preços do petróleo cheguem aos US$ 75 o barril e, se bater em US$ 80, a paridade deve alcançar 25% e haverá repasse de preços. A Petrobras consegue segurar os reajustes até uns 15%. Já está indo pra paridade em que a empresa precisa se mexer”, disse Queiroz. Segundo ele, caso ocorra o repasse da alta do preço do petróleo, o risco de alta da inflação é iminente.

Para Gustavo Bertotti, da Fami Capital, a Petrobras é muito dependente da importação de óleo para abastecer o mercado doméstico e, com a alta dos preços, deve haver repasse de custos ao consumidor final e a inflação pode voltar a ganhar força.

“Vejo com preocupação, pois, por mais que a Petrobras exporte petróleo, a empresa vai ter que repassar este preço ao que ela importa e aí é o problema”, disse Bertotti. “Aumento de combustíveis é muito sensível hoje, porque representa custo do transporte mais alto e tudo o que envolve essa cadeia do petróleo, com essa escalada do conflito, tende a pressionar mais os preços.”

Rafael Passos, da Ajax Asset, é mais cauteloso e acredita que o conflito, se ficar entre Israel e Irã, não deve causar grandes impactos no preço do petróleo. “O problema é se essa briga entre os dois países escalar com a entrada dos Estados Unidos, Rússia, China, enfim, se esse conflito escalar. Aí, acredito que comece a ter aqui alguns problemas mais fortes, principalmente com o preço de petróleo e aí automaticamente aqui pegando o Brasil com a inflação”, disse Passos.

Segundo ele, esse é o principal risco inflacionário que o Brasil tem com a continuidade da alta do petróleo. “Mas eu acredito que ainda é muito cedo para se tirar alguma conclusão”, afirmou. “De modo geral, o que temos visto no Brasil é uma inflação de fato mais comportada, trazendo um cenário de desinflação, que se esperava no segundo semestre, já para o final do primeiro semestre. E níveis de petróleo nos patamares entre US$ 60 e US$ 75, que era mais ou menos o que o mercado tinha. Então acredito que, de certa forma, os preços dos ativos são bem contidos.” Com informações do jornal O Estado de S. Paulo.

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4 Comentários
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Vanderlei Stefani
15 de junho de 2025 18:19

Israel, potência nuclear não declarada, com apoio irrestrito dos EUA, posa de acuada para mobilizar o coro ocidental.

Anderson Cardoso da Silva
15 de junho de 2025 22:40

Parabéns ao governo do Brasil.. apoia o Hamad..primo da Hadadiz…
Agora é que não vão devolver o nosso dinheiro

Fernando Krause
16 de junho de 2025 10:33

O lulopetismo prefere o lado dos terroristas cumpanheros do Irã do que a democracia de Israel.
Antissemitas!

Cezar Roldão Schuaste
16 de junho de 2025 12:42

Oh, a esquerdalha já pode culpar outro alguém pelo desastre do desgoverno, o Palácio chiqueiro esta em festa.

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