Terça-feira, 28 de julho de 2026
Por Redação O Sul | 6 de setembro de 2025
A Câmara dos Deputados aprovou um requerimento de urgência para o projeto que altera regras do IR.
Foto: Marcello Casal Jr./Agência BrasilOs trabalhadores com carteira assinada que ganham R$ 5 mil por mês serão os mais beneficiados pela mudança na cobrança do Imposto de Renda que está sendo proposta pela equipe econômica, em análise no Congresso Nacional.
De acordo com cálculos do diretor tributário da Confirp Contabilidade, Welinton Mota, quem ganha R$ 5 mil por mês terá uma redução de imposto retido na fonte, ou seja, deixará de pagar mensalmente, cerca de R$ 313 de IR. Em um ano, a economia, considerando o décimo terceiro salário, será de R$ 4.067.
“É quase um salário a mais [por ano]. Só que, daí por diante, por conta da progressividade do IR, os ganhos vão diminuindo até R$ 7.350. Acima disso, não há mudança. Quem ganha R$ 4 mil, vai ter pouco mais de 1/3 de ganho [37% do salário a mais por ano]”, disse Welinton Mota.
A Câmara dos Deputados aprovou um requerimento de urgência para o projeto que altera regras do IR. O texto já foi aprovado em uma comissão especial e, agora, poderá ser votado diretamente pelo plenário.
Pela proposta em tramitação na Câmara, haverá um desconto variável para zerar o IR para rendas de até R$ 5 mil.
Além disso, o desconto variável será decrescente começando acima de R$ 5 mil e zerando em R$ 7 mil, proposta do governo; ou zerando em R$ 7,35 mil, pela proposta do relator, deputado Arthur Lira (PP-AL). Quem ganha acima disso, não será beneficiado.
Lira disse que a alteração vai beneficiar 500 mil brasileiros e visa garantir a “neutralidade” da proposta. Para ter validade em 2026, a proposta tem de ser aprovada pelo Legislativo.
Se aprovado o projeto, cerca de 10 milhões de contribuintes deixariam de pagar IR em 2026, um ano eleitoral. Dos declarantes do Imposto de Renda, mais de 26 milhões (65%) seriam isentos, estima o Ministério da Fazenda. Da população total do país, 87% não pagariam IRPF.
Em março, o governo federal propôs ampliar a faixa de isenção do Imposto de Renda, a partir de 2026, de R$ 3.036 (dois salários mínimos) para R$ 5 mil.
Além de ampliar a faixa de isenção, a equipe econômica também propôs uma isenção parcial para valores entre R$ 5 mil e R$ 7 mil por mês.
Para compensar a perda de arrecadação com a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda para rendimentos até R$ 5 mil mensais, o governo pretende taxar os super ricos, ou seja, aqueles com renda mensal superior a R$ 50 mil — o equivalente a R$ 600 mil por ano.
O projeto do governo impede que cobrança sobre dividendos de pessoa física e empresa supere 34% para empresas e 45% para financeiras.
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Porque há os trouxas que se deixam iludir. Não fossem os abobados, não existiria gente esperta.
Ano eleitoral sempre tem “bondades” do lulopetismo com o dinheiro público, afinal, o encantador de trouxas e otários acha que vai tentar a reeleição…
Não amola.
Bastava o governo atualizar a tabela pela inflação que desde 2015 não é realizada… Agora vem com essa conversinha eleitoreira… Bastava fazer o dever de casa que não haveria a necessidade de ficar punindo o trabalhador tantos anos.
Mente tanto quanto o teu encantador embusteiro…
ESTADISTA LULA cumprindo promessa que pode anterior prometeu e não cumpriu, um tal JAIR MESSIAS mentiroso e enganador. Parabéns ESTADISTA LULA.
Muito cuidado ao interpretar os textos, principalmente porque 2026 será ano de eleições. Acima falam em diminuir o imposto de renda na fonte. Mas como irá ficar em 2027, após ser feita a declaração? Poderá a restituição diminuir, zerar ou até aparecer imposto a pagar. Isso deveria ter sido feito no começo da gestão, pois só assim saberíamos como realmente ficaria.