Domingo, 13 de setembro de 2026
Por Redação O Sul | 18 de fevereiro de 2016
Dois executivos que foram ligados à operadora de telefonia Oi estão entre os investigados na Operação Lava-Jato, no inquérito que tem como alvo a atuação de José Zunga Alves de Lima, ex-sindicalista do PT, como suposto elo da empreiteira Andrade Gutierrez com o governo federal. A Oi colocou, em 2011, uma antena para celulares em Atibaia (SP), ao lado do sítio Santa Bárbara, usado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva – um ano após a compra do imóvel.
A força-tarefa da Lava-Jato suspeita que a instalação tenha sido “um favor” para Lula. A torre de retransmissão foi erguida no mesmo ano em que OAS e Odebrecht fizeram uma suposta reforma no sítio como compensação por contratos no governo.
Os executivos são José Luiz Neffa Simão, que foi diretor de Relações Comerciais da Oi, e João de Deus Pinheiro Macedo, diretor de Planejamento, segundo a Polícia Federal. Ambos surgiram na investigação após análise dos telefones apreendidos na casa de Otávio Marques Azevedo, presidente afastado da Andrade Gutierrez e responsável pelo setor de telefonia do grupo, que cumpre prisão domiciliar.
No aparelho de Azevedo, um dos interlocutores é “José Luiz Simão”. Em uma das conversas eles citam “Vaccari”, possível menção ao ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto, preso desde abril de 2015, acusado de ser operador de propinas do partido no esquema de corrupção na Petrobras. O nome de Macedo apareceria no telefone do presidente afastado como “JDeus”, também com conversas registradas. (AE)
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