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Saúde Turismo capilar: preços baixos atraem pacientes, mas riscos à saúde aumentam

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O fenômeno conhecido como turismo capilar vem crescendo em todo o mundo. (Foto: Reprodução)

O fenômeno conhecido como turismo capilar vem crescendo em todo o mundo, com pacientes buscando transplantes capilares em países como a Turquia, atraídos por preços mais acessíveis e pacotes completos. No entanto, especialistas alertam que o procedimento, se feito por profissionais não habilitados ou em clínicas sem credenciamento adequado, pode gerar riscos sérios à saúde e resultados insatisfatórios.

De acordo com a Associação Brasileira de Cirurgia de Restauração Capilar (ABCRC), 12% dos especialistas atendem pacientes que precisaram corrigir transplantes realizados por profissionais não qualificados, e 15% dos casos exigiram a repetição do procedimento, gerando custos adicionais e desgaste emocional.

A ABCRC destaca que preço baixo não deve ser o fator decisivo. Antes de realizar um transplante capilar, é essencial verificar credenciais do cirurgião, credenciamento da clínica, condições de higiene e acompanhamento pós-operatório.

Segundo a dermatologista Dr. Anna Cecília Andriolo, presidente da ABCRC, os riscos incluem desde infecções graves, abscessos e até cicatrizes excessivas e padrões de implantação não naturais. “O transplante capilar exige ambiente estéril, técnica especializada e conhecimento profundo de restauração folicular. Procedimentos feitos por profissionais não licenciados frequentemente resultam em linhas capilares artificiais, falhas de densidade e baixa taxa de sobrevivência dos fios transplantados”, alerta.

O cirurgião plástico e membro titular da SBCP (Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica), Dr. Cleber Stuque, reforça que os interessados em realizar transplante capilar no exterior devem redobrar os cuidados na escolha da clínica e do profissional.

“Em primeiro lugar, é fundamental fazer uma consulta — que pode ser online — e, de preferência, uma avaliação presencial um ou dois dias antes da cirurgia. O ideal é se programar para permanecer pelo menos uma semana no Brasil após o procedimento”, orienta.

Segundo ele, é importante verificar se o médico é cirurgião plástico ou dermatologista, se possui registro de qualificação de especialista (RQE) e se faz parte da ABCRC. “Esses são requisitos básicos que garantem segurança e qualidade nos resultados”, completa.

Apesar da popularidade do turismo capilar, o especialista reforça que a segurança e a saúde capilar devem ser prioridade. Pacientes que buscam resultados naturais e proteção à própria saúde devem sempre recorrer a profissionais qualificados e clínicas devidamente certificadas.

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