Domingo, 14 de junho de 2026
Por Redação O Sul | 27 de fevereiro de 2016
O PT atacou o ajuste fiscal do governo Dilma Rousseff e propôs um “programa nacional de emergência” para mudar a política econômica. O texto, aprovado pelo diretório nacional do partido, pede a redução dos juros, o aumento do gasto público e o uso das reservas cambiais para financiar obras.
Os petistas também defenderam um reajuste de 20% no Bolsa Família e a elevação de impostos sobre os mais ricos. “A lógica das propostas é retomar o núcleo da política econômica do governo Lula”, resumiu o presidente do partido, Rui Falcão.
O programa petista faz duras críticas à política econômica adotada após a reeleição de Dilma, em 2014. O texto diz que o ajuste fiscal “não teve os resultados esperados, ao menos no que diz respeito aos interesses das camadas populares”.
Para taxar os mais ricos, o PT propôs o aumento dos impostos sobre herança e grandes fortunas, a tributação de lucros e dividendos e a cobrança de IPVA sobre iates e aviões. Em uma rara concordância com o governo, o partido também defendeu a recriação da CPMF. Nos debates internos, houve críticas ao ministro Nelson Barbosa (Fazenda), que substituiu Joaquim Levy em dezembro do ano passado. Os petistas também se queixaram da ausência de Dilma no aniversário do PT, no sábado. (Folhapress)
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