Quinta-feira, 05 de fevereiro de 2026
Por Redação O Sul | 4 de fevereiro de 2026
O ministro da Educação, Camilo Santana, anunciou na terça-feira (3) que deixará o governo em abril para atuar na campanha de reeleição do governador do Ceará, Elmano de Freitas (PT). Em entrevista à CNN, ele também afirmou que ajudará outros palanques do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e descartou a possibilidade de ser lançado para concorrer ao Executivo no lugar de Elmano. A declaração foi feita em resposta à pressão feita por aliados por uma candidatura competitiva contra o ex-governador Ciro Gomes (PSDB), principal nome da oposição.
“Eu não serei candidato a governador, essa é a minha decisão. Trabalharei muito para que o projeto no Ceará não haja descontinuidade e para garantirmos a reeleição do governador Elmano”, disse, anunciando que a saída do cargo deverá acontecer no início de abril. “Voltarei ao Senado para ajudar o presidente Lula e estarei mais presente no meu estado e na região Nordeste, onde eu tenho uma relação muito boa com os governadores.”
Ao ser perguntado sobre as dúvidas levantadas sobre o desempenho de Elmano nas pesquisas, que têm mostrado o governador empatado ou sendo derrotado por Ciro, o ministro disse que o petista tem “uma boa avaliação” e que pretende fazer “uma série de entregas ao longo do ano”, incluindo investimentos na construção de um data center para o TikTok no estado. Durante a entrevista, Camilo também alfinetou Ciro, adversário com quem acumula atritos e trocas de acusações públicas.
“Enquanto os nossos adversários hoje no Ceará fazem fake news, nos agridem todos os dias, nós vamos sempre continuar trabalhando. A nossa resposta não vai centrar nessa baixaria que está acontecendo no estado. Vamos continuar trabalhando e entregando”, respondeu.
No estado, que ocupa a posição de terceiro maior reduto eleitoral de Lula no Nordeste, Camilo é considerado um cabo eleitoral estratégico. Durante o pleito municipal em 2024, o ministro da Educação tirou duas semanas de férias para se dedicar à campanha de Evandro Leitão (PT) para a prefeitura de Fortaleza — único petista eleito para comandar uma capital na eleição passada. Ele começou a campanha atrás dos candidatos da direita, mas venceu o deputado federal bolsonarista André Fernandes (PL) no segundo turno.
Já para este ano, a última rodada da pesquisa Ipsos-Ipec, realizada em dezembro, reforçou as dificuldades de Elmano no estado ao mostrar Ciro na liderança da corrida estadual, com 44% das intenções de voto. O governador apareceu em seguida, com 34%. Ainda segundo o instituto, em um eventual segundo turno, o tucano, que já governou o Ceará entre 1991 e 1994, venceria o petista por uma diferença de dez pontos percentuais (49% a 39%). As informações são do jornal O Globo.
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