Domingo, 18 de outubro de 2026
Por Redação O Sul | 4 de março de 2016
O MPF (Ministério Público Federal) identificou pagamentos que somam 1,76 milhão de reais do Instituto Lula e da LILS Palestras para empresas de quatro filhos de Lula. Os valores foram citados pelo juiz Sergio Moro ao autorizar a expedição dos mandados de condução coercitiva da 24 fase da Operação Lava-Jato, deflagrada na manhã dessa sexta-feira.
Os valores foram repassados entre 2011 e 2014, conforme relatório do MPF. Foram os seguintes:
– 1.349.446,54 de reais do instituto para a empresa G4 Entretenimento e Tecnologia Digital Ltda., cujo sócio administrador é Fábio Luis Lula da Silva, filho do ex-presidente, e Fernando Bittar e Kalil Bittar;
– 114 mil reais do instituto para a empresa Flexbr Tecnologia Ltda., com mesmo endereço da G4, mas por sócios outros filhos do ex-presidente, como Marcos Claudio Lula da Silva, Sandro Luis Lula da Silva e a nora Marlene Araújo Lula da Silva;
– 72.621,20 reais da LILS à Flexbr;
– 227.138,85 reais da LILS ao filho de Lula Luis Claudio Lula da Silva.
Segundo o MPF, o recebimento dos valores é suspeito, justificando a busca e apreensão nas empresas. Foram encontrados indícios de que Lula recebeu vantagens indevidas, como um apartamento, reformas em imóveis e doações e pagamentos por palestras via Instituto Lula e LILS Palestras.
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