Quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026
Por Redação O Sul | 24 de fevereiro de 2026
Com a pré-campanha se intensificando, começaram a circular nomes de cotados para funções de coordenação da campanha à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que terá um núcleo central com três integrantes. Em paralelo, o chefe do Executivo quer retornar da viagem à Índia, nesta quarta-feira (25), com o papel do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, definido na eleição: preferencialmente, candidato ao governo de São Paulo.
Conforme o jornal Valor Econômico, o núcleo central da campanha lulista será formado pelo presidente nacional do PT, Edinho Silva, e pelos ministros da Secretaria de Comunicação Social da Presidência (Secom), Sidônio Palmeira, e da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos. Há anos, a tradição no PT é que o presidente da sigla seja coordenador-geral da campanha presidencial.
Uma fonte do Palácio do Planalto disse que Sidônio deverá se afastar da pasta para assumir o papel de marqueteiro – que também desempenhou em 2022 – em julho, quando começa oficialmente a campanha pelo calendário eleitoral. Até lá, quem toca a pré-campanha é o publicitário baiano Raul Rabelo, parceiro há anos do ministro. No pleito de 2018, Sidônio e Rabelo conduziram a campanha de Haddad na sucessão presidencial.
Como coordenações na campanha eleitoral não são cargos oficiais, a princípio, Boulos não cogita se afastar do ministério. Um de seus auxiliares observou que ele cumprirá a lei eleitoral que proíbe ao servidor público fazer campanha no horário do expediente mesma regra que se aplica a Lula e aos governadores que buscarão a reeleição no exercício do cargo.
Edinho Silva disse que ainda não há definição sobre as funções de coordenação da campanha lulista e que no momento se dedica à montagem dos palanques estaduais.
Uma facilidade destacada pelo governo é que o comitê central da campanha lulista funcionará em Brasília para simplificar o deslocamento do presidente para reuniões e, na época da propaganda eleitoral, para gravar vídeos e demais peças publicitárias. Foi assim nas campanhas à reeleição de Lula em 2006 e de Dilma Rousseff em 2014.
São Paulo
Por sua vez, embora desponte como cotado para o Palácio dos Bandeirantes ou uma vaga de senador, Fernando Haddad deu declarações de que gostaria de contribuir para a campanha sem disputar cargo eletivo. Neste caso, poderia ser coordenador do programa de governo, função desempenhada em 2022 pelo atual presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Aloizio Mercadante.
Contudo, lideranças petistas disseram que o objetivo de Lula é usar o período fora do Brasil para convencer Haddad a concorrer ao governo de São Paulo. O presidente não abre mão de que o titular da Fazenda lhe propicie um palanque competitivo no principal colégio eleitoral do país. Lula não aceitaria, nem mesmo, eventual postulação de Haddad ao Senado.
Para as vagas de senadores por São Paulo no campo lulista são cotados o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) – se a chapa com Lula não se mantiver –, e as ministras do Planejamento, Simone Tebet (MDB), e do Meio Ambiente, Marina Silva (Rede).
Simultaneamente, circulam os nomes dos ministros do Desenvolvimento Social, Wellington Dias, e da Educação, Camilo Santana, como possíveis coordenadores da campanha lulista no Nordeste. Dias também negou que haja definição sobre a coordenação. Ele ponderou que esses papéis serão definidos a partir de 4 de abril, após o prazo de desincompatibilização para quem concorrerá no pleito de outubro.
Dias acrescentou que seguirá à frente do ministério, mas colaborará com a campanha se for convocado. Em 2022, ele foi coordenador no Nordeste. Ele lembrou que haverá uma coordenação política com os titulares da chapa (candidato a presidente e a vice) e os presidentes dos partidos aliados.
“É normal que alguns lideres venham a se somar e colaborar com a coordenação oficial”, afirmou. Por meio da assessoria, Camilo disse que deixará o MEC no fim de março e ficará à disposição de Lula, mas não confirmou a função de coordenador regional.
Em 2022, a ministra de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, era presidente do PT e foi coordenadora-geral da campanha de Lula. Agora recebeu do petista a missão de tentar conquistar um mandato de senadora pelo Paraná. Guilherme Boulos foi coordenador regional em São Paulo e neste ano estará no núcleo central da campanha. (Com informações do Valor Econômico)
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