Quarta-feira, 04 de março de 2026
Por Redação O Sul | 3 de março de 2026
Em conjunto com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), as secretarias estaduais da Saúde (SES) e da Segurança Pública (SSP) elaboraram um plano para garantir atendimento de urgências e emergências em trechos da BR-116 e BR-392 na região Sul do mapa gaúcho. A medida se deve ao encerramento da concessão de 457 quilômetros das duas estradas à empresa Ecovias, nessa terça-feira (3). O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) assume a gestão.
“Montamos esse plano para apoiar o atendimento que antes era realizado pelas ambulâncias da empresa concessionária”, explica a diretora do Departamento de Regulação Estadual da SES, Suelen Arduin. “Mapeamos as portas de urgência e emergência de toda a região e pontuamos os acionamentos, a fim de realizar qualquer intervenção necessária.”
Durante o período de transição, o atendimento de emergência será realizado pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e pela respectiva Central de Regulação das Urgências (Estadual ou de Pelotas). Trata-se do órgão responsável pela pretação de atendimento pré-hospitalar e de urgência em todo o território nacional.
Caso o município não tenha cobertura do Samu, será necessário o acionamento do Corpo de Bombeiros Militar do Rio Grande do Sul (CBM-RS), pelo número 193, em caso de atendimentos de emergência. A corporação está equipada e treinada para realizar procedimentos especializados como retirada de vítimas presas a ferragens de veículos acidentados.
Pelotas
O coordenador-geral do Samu e diretor da Rede de Urgência e Emergência (RUE) na região de Pelotas, enfermeiro Marcelo Rodrigues da Rosa, explica que foi solicitado à 3ª Coordenadoria Regional da Secretaria Estadual de Saúde e ao Ministério da Saúde a ampliação da frota de veículos para o atendimento nas estradas que contemplam as cidades de Pelotas e Rio Grande.
Algumas regiões já eram atendidas integralmente pelas equipes do Samu, mesmo com os serviços então prestados pela Ecovias. É o caso dos municípios de Pinheiro Machado, Piratini e Santa Vitória do Palmar. “Precisamos de agilidade na comunicação com os bombeiros através das rádios, por exemplo, pois a demanda é alta”, diz Rodrigues.
Também houve intercâmbio de informações entre os serviços de saúde e a então concessionária, nos últimos meses. Por meio de reuniões, foram tratados aspectos como indicadores de acidentes com ou sem vítimas.
Para que aconteça o atendimento apto dentro do tempo esperado, é demandado não só no centro de trauma (acidentes), como também dos centros clínicos, estes, focados no diagnóstico e tratamento dentro dos prontos-atendimentos.
Regiões de Pelotas como Sítio Floresta, Vila Princesa e o Posto Branco, que costumavam ser atendidos pela concessionária, passam a ser de responsabilidade do Samu. “O acolhimento contempla de tudo nestas regiões, desde dor no peito, até crise de asma e crise nervosa, por exemplo”, complementa o enfermeiro e dirigente.
(Marcello Campos)
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