Terça-feira, 21 de abril de 2026
Por Redação O Sul | 20 de abril de 2026
Com divisões internas, o diretório do PT no Rio confirmou o apoio às candidaturas de Eduardo Paes (PSD) ao governo e de Benedita da Silva (PT) ao Senado neste ano. Apesar da unanimidade nessas escolhas, o partido exibiu arestas ao decidir os suplentes de Benedita: o grupo do atual prefeito de Maricá, Washington Quaquá (PT), acusou outras correntes petistas de tentarem emplacar um nome “envolvido em escândalos”.
O grupo de Quaquá, majoritário no PT do Rio, resistia inicialmente à ideia de lançar Benedita ao Senado, mas acabou cedendo à candidatura da deputada federal – que é próxima a nomes como o deputado Lindbergh Farias e o ex-deputado André Ceciliano. A composição em torno da candidatura buscou preservar a unidade partidária e evitar um racha público em ano eleitoral, ainda que divergências tenham permanecido nos bastidores e se refletido na disputa pelas vagas de suplência.
Aliados de Quaquá, porém, fizeram valer sua força interna na indicação do primeiro e segundo suplentes de Benedita. Foram escolhidos o vereador Felipe Pires, líder do PT na Câmara Municipal do Rio, e o pastor e cantor Kleber Lucas, respectivamente. A definição foi interpretada por integrantes do partido como uma demonstração de que o grupo ligado ao prefeito de Maricá segue com peso decisivo nas deliberações do diretório estadual.
Em nota divulgada no último domingo (19), Quaquá afirmou ter sido surpreendido “com a exigência de inclusão, como primeiro suplente, de um assessor, ex-presidente da Casa da Moeda, envolvido em escândalos”. O prefeito de Maricá se referia a Manoel Severino, que tinha a preferência de interlocutores de Benedita, mas acabou derrotado na votação no diretório petista.
Segundo relatos de integrantes da legenda, a discussão sobre os suplentes foi marcada por negociações intensas e trocas de posições entre diferentes correntes internas. Embora o apoio a Benedita e a Paes não tenha sido colocado em xeque, a controvérsia evidenciou disputas por espaço político e influência na montagem da chapa que representará o partido nas eleições estaduais.
“Não concordamos com essa indicação e, em reunião do diretório, aprovamos os dois nomes apresentados pelo nosso campo”, afirmou Quaquá em nota: “Temos a responsabilidade de unir o partido e preservar o presidente Lula, para que nossa chapa majoritária não seja obrigada a se explicar sobre escândalos”.
Até o momento, interlocutores ligados a Benedita não haviam respondido publicamente às declarações de Quaquá. Nos bastidores, dirigentes defendem que, superada a votação interna, o foco da sigla deve se concentrar na campanha eleitoral e na construção de alianças para fortalecer o palanque petista no estado. (Com informações do jornal O Globo)
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