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Política Ministro da Defesa se reúne com o presidente do Senado e diz não ser o momento de Lula indicar outro nome para ministro do Supremo

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"O momento é de apaziguar. Não é hora de apresentar nova indicação, nada, é deixar decantar", declarou José Múcio. (Foto: Valter Campanato/Agência Brasil)

O ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, se reuniu na terça-feira (5) com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), em uma primeira tentativa do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de reconstruir a relação com o comando da Casa após a rejeição da indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF), na última quarta-feira (29).

O encontro ocorreu na residência oficial do Senado e foi tratado por interlocutores do Planalto e aliados de Alcolumbre como um movimento inicial de distensão após a derrota histórica sofrida pelo governo no plenário. Messias, advogado-geral da União e um dos auxiliares mais próximos de Lula, teve seu nome rejeitado pelo Senado depois de meses de desgaste político.

Ao jornal O Gobo, Múcio confirmou a conversa e afirmou que o momento ainda é de reduzir a temperatura política antes de qualquer nova discussão sobre a vaga no Supremo.

“Estive com Alcolumbre sim, ontem (terça, 5). Meu papel foi de averiguar a temperatura. O momento é de apaziguar. Não é hora de apresentar nova indicação, nada, é deixar decantar. Ele vai encontrar Lula, sim, mais para frente”, afirmou o ministro.

Segundo interlocutores do Senado, Múcio também conversou com Alcolumbre sobre a importância de uma retomada do diálogo direto com Lula após a viagem do presidente aos Estados Unidos.

De acordo com relatos de aliados de Alcolumbre, o senador se mostrou disposto a conversar com o petista, embora aliados dos dois lados admitam reservadamente que o ambiente ainda está longe de pacificado. Procurado por meio de sua assessoria, o presidente do Senado não comentou.

A reunião foi interpretada no governo como uma primeira tentativa de retomar o diálogo após a crise aberta pela derrota de Messias. Governistas avaliam que, mais do que a perda de uma vaga no Supremo, o episódio expôs a fragilidade da base governista na Casa e consolidou o poder de influência de Alcolumbre sobre o andamento da pauta legislativa. (Com informações do jornal O Globo)

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