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Variedades A defesa de Luana Piovani sobre contrato de R$ 300 mil com sindicato

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Atriz se manifestou após repercussão de cachê pago para vídeo contra PEC do Banco Central. (Foto: Reprodução/Instagram)

A atriz Luana Piovani usou os Stories do Instagram para defender a publicação de um vídeo contra a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 65/2023, que prevê mudanças na autonomia financeira e orçamentária à autoridade monetária, marcada como publicidade. “O que acho superimportante é que todas as publicidades sejam óbvias, que estejam sendo sinalizadas como publicidade. Isso é muito importante para o consumidor saber”, declarou.

Na sequência, Luana respondeu às críticas e disse que só divulga conteúdos com os quais concorda. “É isso. Para vocês não ficarem assim tão invejozinhos, tá? Boa noite. E tem outra coisa que talvez vocês não saibam, aí vou contar: só vendo o que consumo e só falo o que concordo. Não acho inteligente privatizarem o nosso Banco Central Não gostou? Deita na RR” disse.

A atriz foi contratada pelo Sindicato de Servidores do Banco Central (Sinal) do Distrito Federal por R$ 300 mil para gravar o vídeo contra a PEC 65/2023. A contratação, revelada pela Folha de S.Paulo, aparece em ata de reunião extraordinária do Conselho Regional do Sinal.

De acordo com o documento, a escolha da atriz levou em conta sua “atuação pública em manifestações relacionadas a temas de interesse social e a propostas consideradas prejudiciais à população”.

O pagamento foi autorizado e assinado em 9 de junho, mesma data em que a atriz publicou o vídeo patrocinado em sua conta no Instagram. Na publicação, a atriz indicou o conteúdo pago com a hashtag, e marcou os perfis do Sinal Nacional e do conselho regional do DF.

“A PEC do Banco Central não é sobre autonomia, ela pretende mudar a natureza jurídica da instituição. Essa PEC 65 é um tapa na cara do povo!”, diz a legenda do post.

Em nota, a regional do DF do sindicato afirma que o posicionamento contrário à PEC é “embasado no mandato concedido pela maioria dos servidores aos quais representa”, e ressaltou a autonomia para celebrar contratos.

“O SINAL-DF reafirma, por fim, seu compromisso em dar visibilidade a uma pauta que precisa ter interlocutores capazes de tornar seu entendimento, que é bastante complexo, algo acessível a toda população, uma vez que as suas consequências impactarão toda sociedade, podendo ser desastrosas para o país”, diz a nota.

Dirigentes e ex-dirigentes do Sinal relataram discordâncias com o conteúdo pago e dizem que o episódio expõe o clima de divisão que toma o sindicato atualmente. A avaliação é de que, além do valor alto, a ação gera suspeita sobre a autoridade técnica da instituição. (Com informações da revista Veja e O Globo)

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