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Economia Ministro amplia pressão sobre o Banco Central, após desaceleração do mercado de trabalho

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Luiz Marinho critica política monetária, rebate declarações do Banco Central e afirma que cenário externo freou a geração de empregos em maio. (Foto: Lula Marques/Agência Brasil)

A geração de empregos formais perdeu força em maio e levou o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, a voltar a questionar a condução da política monetária brasileira. Segundo ele, o ritmo de criação de vagas poderia ser maior caso o cenário econômico apresentasse condições mais favoráveis para investimentos e expansão das empresas.

A declaração foi feita após a divulgação dos dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), na terça-feira (30). O levantamento apontou um saldo positivo de 72.960 postos de trabalho com carteira assinada no mês, o pior desempenho para maio desde 2020.

Na avaliação do ministro, apesar de o mercado de trabalho continuar apresentando números positivos, a abertura de novas vagas ocorre em uma velocidade abaixo do potencial da economia brasileira. Marinho atribuiu parte desse resultado aos impactos dos juros elevados, além de fatores externos, como as tensões no Oriente Médio e as novas tarifas comerciais anunciadas pelos Estados Unidos.

“O mercado de trabalho poderia estar muito mais positivo”, afirmou o ministro durante entrevista coletiva.

Marinho também voltou a criticar a atuação do Banco Central, após a instituição mencionar o comportamento do mercado de trabalho como um dos elementos considerados na definição da política monetária. Para o ministro, a interpretação de que um enfraquecimento do emprego seria necessário para controlar a economia representa uma visão equivocada.

“Eu ouvi, esta semana, alguém do Banco Central falando da preocupação com o emprego, que insiste em ser positivo. Eu não consigo entender a mensagem de que o emprego tem de ser negativo. Parece uma tara por emprego negativo”, declarou.

Segundo o ministro, a manutenção da taxa básica de juros em patamares elevados tem impacto direto sobre a atividade econômica, ao reduzir investimentos, limitar o crescimento das empresas e, consequentemente, diminuir o ritmo de contratação de trabalhadores.

“Quero chamar a atenção do Banco Central. A política monetária, do jeito que está, vem gerando um efeito muito negativo no mercado de trabalho, que era para estar mais positivo ainda”, disse.

Além dos efeitos da política de juros, Marinho destacou que fatores internacionais também contribuíram para a desaceleração registrada no mercado de trabalho. De acordo com ele, o aumento das incertezas na economia global, provocado pelos conflitos no Oriente Médio e pelas medidas comerciais adotadas pelos Estados Unidos, afetou o ambiente de negócios e influenciou a atividade produtiva.

O ministro afirmou ainda que o Brasil segue em um cenário de geração de empregos, mas defendeu mudanças na condução econômica para que o país consiga ampliar o ritmo de crescimento e aumentar a criação de oportunidades formais de trabalho. (Com informações do portal InfoMoney)

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