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Colunistas Prefeitos preparam mobilização em Brasília contra pautas-bomba criadas em ano eleitoral

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Mobilização dos prefeitos está prevista para os dias 7 e 8, quando estão pautados projetos importantes na Câmara dos Deputados e no Senado. (Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado)

Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul. O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.

Prefeitos de todo o país estão sendo chamados para uma grande mobilização em Brasília nos próximos dias 7 e 8. Nestes dias, está prevista a votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 253/2016, que garante à CNM, entidade nacional de representação dos Municípios, legitimidade para propor Ação Direta de Constitucionalidade (ADI) e Ação Declaratória de Inconstitucionalidade (ADC) no Supremo Tribunal Federal (STF). A PEC 253 já foi aprovada no Senado e aguarda votação no Plenário da Câmara. Paulo Ziulkoski, presidente da CNM, ressalta que os prefeitos precisam cobrar os parlamentares para que a medida avance. “Essa é a etapa final para aprovação de uma medida fundamental ao fortalecimento do movimento municipalista e à defesa dos Municípios contra pautas que geram impactos bilionários às gestões locais”, afirma. A CNM quer também pressionar os parlamentares para que votem a proposta que aumenta em 1,5% o Fundo de Participação dos Municípios (FPM).

Novo adicional aos professores poderá custar R$ 26 bilhões para as prefeituras

O questionamento é sobre projetos considerados irresponsáveis e eleitoreiros, que jogam para os municípios a conta, sem uma contrapartida dos governos federal e estadual, o que está inviabilizando as gestões de milhares de prefeituras.

Um exemplo dessa irresponsabilidade, segundo a CNM, foi a aprovação, pela Comissão de Educação da Câmara dos Deputados, do PL 2952/2025, que trata de adicional de insalubridade aos profissionais da educação e traz um impacto de R$ 26 bilhões aos Municípios.

A narrativa da liberação de R$ 525 bilhões do Plano Safra

O Governo Lula anunciou, com toda a pompa, que está liberando para os produtores rurais R$ 525 bilhões do Plano Safra. Mas esqueceu de dizer que esse dinheiro terá que ser buscado nos bancos, a juros livres, juros de mercado com pequena variação. Sobre a renegociação das dívidas rurais, o governo acena com uma quarta proposta, para esvaziar o empenho dos produtores pela aprovação, na Câmara, do projeto de securitização. Tal como está, o Plano Safra não atende a milhares de produtores, em especial no Rio Grande do Sul, onde as últimas quatro estiagens e duas enchentes deixam sequelas transformadas em uma dívida na carteira rural, próxima dos R$ 40 bilhões, que precisa ser renegociada.

Anthony Garotinho pede que o deixem fora da briga dos Bolsonaro

O ex-governador e pré-candidato ao governo do Rio de Janeiro Anthony Garotinho revelou que vem sendo pressionado a divulgar um vídeo que foi objeto de comentários da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro em sua recente e desastrosa manifestação pública, na qual criticou o enteado, senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro.

Segundo Garotinho, “tem muita gente pedindo para eu publicar o vídeo da festa das astronautas. Não mostro o vídeo por um motivo muito simples: sou pré-candidato”, afirma.

“Se eu mostrar esse vídeo para os jornalistas que estão me pedindo e divulgar para a população que está curiosa, os poderosos que estão ali vão fazer de tudo para eu não ser candidato”, justifica o ex-governador.

Conheça os 10 municípios do Litoral Norte que mais receberam recursos da União em junho

Os 23 municípios do Litoral Norte receberam, no mês de junho, um total de R$ 154.538.910,70 em Transferências Constitucionais da União. Os dados foram obtidos através dos Demonstrativos de Distribuição de Arrecadação do Banco do Brasil, que discriminam os valores repassados aos municípios. Em maio, os valores foram de R$ 129.728.317,00, informa o jornalista Sandro Sauer, no site Da Praia News. O top 10 mostra os seguintes municípios:

* Capão da Canoa – R$ 18.326.273,15

* Tramandaí – R$ 17.062.362,67

* Osório – R$ 11.624.193,98

* Imbé – R$ 11.223.165,61

* Torres – R$ 10.534.496,53

* Santo Antônio da Patrulha – R$ 10.445.437,39

* Xangri-Lá – R$ 8.009.331,88

* Cidreira – R$ 7.409.371,19

* Balneário Pinhal – R$ 6.059.080,23

* Palmares do Sul – R$ 4.602.714,05

Projeto pretende impedir privatizações no Estado, no último ano de governo

A possibilidade de o governo Eduardo Leite avançar com a privatização da CRM, Companhia Riograndense de Mineração, empresa que detém um dos patrimônios mais estratégicos do Rio Grande do Sul: o carvão mineral, está levando o deputado Paparico Bacchi (PL) a mobilizar o Legislativo para colocar um freio em iniciativas nesse sentido.

Paparico explica que “a preocupação é que essa decisão seja tomada no último ano de mandato, no apagar das luzes, justamente quando o Estado começa a discutir novas possibilidades para o carvão, como a produção de fertilizantes, ureia, geração de energia e aproveitamento de minerais raros”.

Presidente da Frente Parlamentar da Mineração, Paparico Bacchi anunciou ontem que está articulando no Parlamento a aprovação de um projeto de lei para impedir privatizações no último ano de governo.

“Não se trata de brigar com ninguém. Se trata de proteger o interesse público e garantir que uma decisão desse tamanho seja feita com transparência, responsabilidade e respeito ao futuro do Rio Grande do Sul”, afirma o deputado.

Prefeito pede que não o chamem de “excelência” ou “doutor”

Está circulando com intensidade nas redes sociais o registro de um aviso colocado na porta do gabinete do prefeito de Santo Antônio da Patrulha, Rodrigo Massulo (PP). Um cartaz afixado na porta orienta servidores e visitantes sobre a forma de tratamento ao chefe do Executivo, informando: “Prezados, o nome do prefeito é Rodrigo Massulo”.

O prefeito, que é jornalista, formado em Administração e estudante de Direito, pede no documento para que, nas audiências, não o chamem de “doutor”, “excelência” ou “senhor”. Segundo o texto, “pode chamar de Rodrigo, ou Massulo. Nós somos iguais. Eu trabalho para vocês. Atenciosamente, Rodrigo Massulo. Prefeito de Santo Antônio da Patrulha”, diz o aviso.

* Flavio Pereira (Instagram: @flaviorrpereira)

Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul.
O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.

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