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Esporte Adivinha quem foi reeleito…

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Blatter pode concorrer novamente à reeleição (Foto: Arnd Wiegmann/Reuters)

Prisão de oito dirigentes do alto escalão da Fifa (Federação Internacional de Futebol) na quarta-feira, acusados de suborno, lavagem de dinheiro, extorsão, entre outros crimes. Denúncias envolvendo a venda de votos na escolha de, ao menos, três sedes de Copas do Mundo. Uma crise institucional sem precedentes…

Nada disso atingiu o atual presidente da entidade, Joseph Blatter. Sexta-feira, o suíço foi reeleito para o sexto mandato à frente do futebol mundial, até maio de 2019. Com a nova vitória, serão mais de duas décadas sob o comando do mesmo dirigente, que assumiu a Fifa antes do Mundial de 1998, realizado na França.

Um dia após abrir o 65º Congresso da federação em tom melancólico, reconhecendo que “mais notícias ruins virão”, Blatter era só alegria. Estampava um largo sorriso no rosto, como se nada tivesse acontecido às vésperas da eleição. Nem sequer demonstrou medo de perder para o príncipe jordaniano Ali Bin Al Hussein, seu único adversário no pleito. Como esperava, ele saiu vencedor.

Com a vitória por quase o dobro de votos no primeiro turno, o atual mandatário ganhou após a desistência do rival, que preferiu não concorrer à segunda votação. “Sou um homem de fé. Deus, Alá, qualquer um… Eles nos ajudarão a trazer de volta esta Fifa para o lugar onde deveria estar”, declarou Blatter, durante seu discurso de agradecimento.

“Ao fim do meu mandato, darei a Fifa ao meu sucessor em uma posição muito forte, robusta”, prosseguiu, se referindo às prisões dos cartolas envolvidos em esquemas de corrupção que mancharam a imagem da entidade perante o mundo.

Apoio brasileiro – Para sair da eleição como o grande vencedor, Blatter contou com o apoio do Brasil. A CBF (Confederação Brasileira de Futebol) votou no atual presidente após os encontros feitos pelos membros da Conmebol (Confederação Sul-Americana de Futebol), durante a semana, não chegarem a um acordo para votar em bloco em um dos candidatos no pleito.

Após a prisão do ex-presidente da CBF José Maria Marin e da viagem de volta ao Brasil do atual dirigente, Marco Polo del Nero, o representante do País no Congresso foi Mauro Carmélio, presidente da Federação Cearense de Futebol. Ele rasgou elogios ao dirigente reeleito. “Blatter tem uma grande experiência, um carinho muito grande pelo futebol brasileiro, um trabalho já realizado. O torcedor brasileiro conhece o trabalho todo”, disse, antes do pleito. Ele ressaltou a falta de unanimidade na Conmebol: “Houve muitas reuniões da última terça-feira para cá, mas não houve votação em bloco”, revelou.

Renúncia imediata – A vitória de Blatter não significa que o presidente da Fifa terá vida fácil nos próximos quatro anos à frente da entidade máxima do futebol mundial. As críticas por parte dos adversários começaram a atingi-lo. O primeiro deles foi o ex-jogador português Luís Figo, que seria um dos candidatos ao cargo, mas desistiu da eleição na semana passada. “Essa votação serviu apenas para endossar a eleição de um homem que não pode manter-se à frente do futebol mundial”, declarou o craque, em sua página no Facebook. “Se o senhor Blatter se preocupasse minimamente com o futebol, teria desistido de se apresentar à reeleição. Se tiver um mínimo de decência, terá de renunciar nos próximos dias”, criticou Figo, apoiado pela Federação Portuguesa.

Um dos dirigentes da Fifa presos, acusado de corrupção, foi libertado em Trinidad e Tobago, depois de pagar fiança. Jack Warner, ex-presidente da Concacaf (Confederação de Futebol das Américas do Norte, Central e do Caribe) e ex-vice da entidade, comemorou a liberdade “dançando” em um encontro. “Se eu roubei a Fifa por 30 anos, quem me deu o dinheiro? Por que apenas pessoas do Terceiro Mundo estão sendo acusadas?”, questionou Warner.

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