Sábado, 25 de julho de 2026
Por Redação O Sul | 24 de julho de 2026
O dólar fechou em queda nessa sexta-feira (24), com recuo de 0,06%, cotado a R$ 5,0809, enquanto investidores repercutiam o novo pacote de tarifas anunciado pelos Estados Unidos. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, encerrou o pregão em baixa de 1,52%, aos 174.042 pontos.
O novo tarifaço anunciado pelos Estados Unidos sobre o Brasil e outros 59 parceiros comerciais ficou no centro das atenções. A alíquota, que ficou entre 10% e 12,5% foi anunciada na véspera, com base na Seção 301 da Lei de Comércio americana. O cenário aumenta a pressão sobre o governo brasileiro, que mantém conversas com os setores afetados e avalia como reagir às tarifas.
A medida foi adotada após uma investigação conduzida com base na Seção 301 da Lei de Comércio dos Estados Unidos. Segundo o governo americano, os países atingidos não adotariam mecanismos suficientes para impedir ou fiscalizar a importação de produtos fabricados com trabalho forçado.
“Embora a parte importante da pauta exportadora tenha permanecido fora das medidas anunciadas, o mercado passa a incorporar um prêmio adicional de risco, especialmente diante da ausência de avanços concretos nas negociações entre os dois países”, afirma Marcio Riauba, head da mesa de operações da StoneX.
As tensões no Oriente Médio também ficaram no radar, principalmente após novos ataques a navios petroleiros no Mar Vermelho. A piora do cenário geopolítico na região reforçou preocupações sobre eventuais impactos nas cadeias logísticas e no mercado de petróleo.
Após uma semana de tensões, os preços do petróleo fecharam em queda nesta sexta-feira. O barril do Brent, referência internacional, caiu 3,88%, cotado a US$ 96,78. Já o West Texas Intermediate (WTI), referência nos EUA, recuou 3,12%, a US$ 89,31 o barril.
A escalada do conflito entre EUA e Irã no Oriente Médio também se mantém no radar dos analistas do mercado financeiro.
Mísseis dos Estados Unidos atingiram alvos em todo o Irã, chegando até a costa do Mar Cáspio, nessa sexta, depois que Donald Trump disse estar “considerando um ataque maciço, maior do que nunca” contra a teocracia.
A ofensiva é uma resposta aos ataques dos houthis, grupo militante do Iêmen aliado do Irã, a embarcações que tentavam chegar à Arábia Saudita pelo Mar Vermelho. A rota se tornou estratégica para o escoamento do petróleo após o início do conflito no Golfo Pérsico.
O agravamento do conflito aumenta a cautela dos investidores e reduz o apetite por ativos de mercados emergentes.
Para Rebecca Nossig, estrategista de ações da Nomad, o conflito aumenta a volatilidade dos contratos de petróleo e eleva substancialmente a aversão ao risco do investidor estrangeiro.
“Em cenários de incerteza, ocorre olhaum movimento de fuga de capital. Nele, os investidores tendem a liquidar suas posições em emergentes, como o Brasil, e migrar seus recursos para o mercado americano”, afirma.
Por fim, a temporada de balanços corporativos segue na mira dos investidores. Na véspera, as ações da Alphabet caíram mais de 7% após a companhia elevar sua projeção de investimentos em inteligência artificial, reacendendo preocupações com o alto custo da expansão da infraestrutura necessária para o setor. (Com informações do g1 e Jornal de Brasília)
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