Sábado, 25 de julho de 2026
Por Luís Eduardo Souza Fraga | 25 de julho de 2026
Tereza de Benguela, a rainha negra como era conhecida, foi líder do quilombo Quariterê, no Mato Grosso, viveu no século XVIII e através da sua liderança seu povo resistiu à escravidão por duas décadas, até 1770, a liberdade se fez presente por 20 anos, através das mãos e das ações de uma Rainha Negra! Que história, não é mesmo caro leitor?
A realidade era dura e no mesmo ano e 1770, o quilombo foi atacado e destruído por forças militares do governo da época.
Dia 25 de julho no Brasil, é o “Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra”, nada mais justo, mas em nossa sociedade os questionamentos são inevitáveis.
Por que ter um dia em especial à mulher negra?
Realizando uma breve análise histórica, chegamos a algumas conclusões: escravismo, exploração, preconceito, racismo, machismo, falta de oportunidades, exclusão, entre tantas outras questões.
O povo africano, foi traficado ao Brasil para ser explorado, escravizado e realizar os trabalhos mais degradantes, infelizmente essa “cultura de exploração”, arrasta-se por gerações até os dias atuais, e ainda hoje, não é muito diferente!
Podemos comprovar com estatísticas: 71% das mulheres negras estão em ocupações precárias e informais, contra 54% das mulheres brancas. O salário médio da trabalhadora negra continua sendo a metade do salário da trabalhadora branca, mesmo nos casos em que sua escolaridade é similar à de uma mulher branca.
E por falar em escolaridade, o acesso à escola básica para a mulher negra continua difícil, por inúmeros motivos, todos muito óbvios, é só olhar em sua volta!
Pelo que podemos perceber, esta data serve para uma grande reflexão e para que a população feminina negra, mantenha a luta e a resistência diária, nessa sociedade que insiste em ser desigual.
Um exemplo dessa desigualdade é o dia em sua homenagem não ser amplamente veiculado nos meios de comunicação!
Fica a reflexão!
Mas a mulher negra também tem conquistas a comemorar, tais como: o aumento significativo do acesso ao ensino superior, a questão econômica, onde as indústrias descobriram um grande nicho de mercado com roupas, acessórios e produtos de beleza, que além de gerar empregos e impostos, vem contribuir para alicerçar na sociedade o biótipo da mulher negra, com sua beleza tão peculiar.
Há um sensível crescimento da sua imagem em materiais publicitários dos mais diversos produtos, isto mostra uma crescente ocupação do mercado da beleza, da moda e do entretenimento.
O Dia da Mulher Negra no Brasil, deve ser considerado, antes de tudo, como uma data de lutas sociais e reivindicações, em busca da sua cidadania.
Parabéns a todas as “Rainhas Negras” desse país historicamente desigual, que lutam diariamente por seus filhos, família e seu lugar na sociedade!
Tereza de Benguela a Rainha Negra, segue inspirando outras Rainhas, todos os dias, em todas as lutas!
*Por Luís Eduardo Souza Fraga, professor, historiador e escritor
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Só não entendo o porque, mulher negra?? Deveria ser mulher capaz, inteligente a frente a época, mas sempre vitimizando as pessoas. Que não são brancas!