Sábado, 01 de agosto de 2026
Por Redação O Sul | 30 de julho de 2026
O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Márcio Elias Rosa, afirmou nessa quinta-feira (30) que a diplomacia do Brasil voltará a conversar com a dos Estados Unidos, ainda que no momento o lado brasileiro sinta falta de “espaço para dialogar” com representantes do governo norte-americano sobre tarifas comerciais.
“O Brasil não sai da mesa de negociação, por piores que sejam os desaforos ditos contra a gente. O Brasil, que defende o multilateralismo, não para de negociar. Para nós, é mais relevante o povo do que posições ideológicas de alguns que governam por ocasião. Um mandato acaba. Mas as nações não. A gente está de mal, mas logo volta a se falar”, disse durante evento na Outlook Agro Brasil, na sede da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimento (Apex Brasil), em Brasília (DF).
O ministro disse ainda que, em momentos como esse, a Organização Mundial do Comércio (OMC) “nunca fez tanta falta” para evitar a adoção de medidas que o governo federal classifica como injustas e arbitrárias. “Mas isso não é motivo para a gente desistir. Não vai nos desmotivar”, afirmou.
Abertura de mercados
O presidente da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimento (Apex Brasil), Laudemir Müller, afirmou que o Brasil tem realizado um bom trabalho na abertura de novos mercados internacionais para os produtos brasileiros. Estratégica que, afirma, mostra a qualidade dos produtos nacionais e faz com que o País seja menos dependente e prejudicado em momentos de instabilidade internacional.
“O Brasil está fazendo um excelente trabalho na abertura de mercados. Ninguém faz acordo com o País que não confia. Essa é a grande contribuição do Brasil aos desafios globais”, disse durante o evento.
Laudemir afirmou que o desempenho exportador brasileiro está diretamente ligado ao agronegócio e ao papel do setor na estabilidade econômica do País. A expansão das vendas externas, diz, foi decisiva para que o Brasil deixasse de ser importador de alimentos e se transformasse em fornecedor de produtos agrícolas para todo o mundo.
Sem citar os Estados Unidos, o presidente da Apex Brasil afirmou que conflitos e elevações tarifárias aumentam as incertezas globais e prejudicam o ambiente de negócios. Nesse contexto, disse que o Brasil tem buscado se posicionar como um parceiro confiável para o mercado internacional.
“Se o mundo enfrenta mais incertezas e fragmentação do comércio internacional, o Brasil pode ajudar a enfrentar esses desafios globais”, afirmou. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
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