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Colunistas Rio Pardo, a tranqueira invicta, gerou a Chama Crioula 2026

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(Foto: Rodrigo Ziebell/Palácio Piratini)

Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul. O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.

A Chama Crioula é o maior símbolo da Cultura Gaúcha, sem ela não há Semana Farroupilha!

A Chama Crioula representa as mais antigas tradições do Rio Grande do Sul, a liberdade do povo gaúcho, o culto aos nossos antepassados e a nossa história.

Este ano a Chama Crioula foi gerada e distribuída na cidade histórica de Rio Pardo, conhecida como a tranqueira invicta, por ter resistido a inúmeros ataques de exércitos inimigos, em diferentes épocas e conflitos.

Na sexta-feira, 14 de agosto, aconteceu a geração da Chama sagrada de todos os gaúchos, por certo será um momento muito especial, pois Rio Pardo respira história e tradições e a cerimônia foi inesquecível.

A distribuição das centelhas da Chama foi no sábado, 15 de agosto, pela manhã, trinta delegações de cavalarianos, cada um representando uma região tradicionalista do MTG estavam presentes, e estes, distribuirão outras centelhas aos demais municípios do estado, até que todos os 497 recebam uma centelha da Chama Sagrada dos gaúchos.

Rio Pardo faz parte dos quatro primeiros municípios do Rio Grande do Sul, sua localização geográfica servia de entreposto para vários outros lugares da província (estado), sendo ponto de passagem de tropas e viajantes, inclusive o imperador D. Pedro II passou por lá, em duas oportunidades, a mais importante foi em viagem à Uruguaiana, para acompanhar os desdobramentos finais da guerra do Paraguai, em 1865.

Rio Pardo também possui a primeira rua calçada do estado do Rio Grande do Sul, datada de 1813, construída com a mão de obra escravizada da época, inspirada na Via Ápia Romana, ficou conhecida como rua da ladeira, mas seu nome oficial é rua Júlio de Castilhos.

Rio Pardo também foi palco de um fato histórico, dos mais importantes da Revolução Farroupilha, a “Batalha do Barro Vermelho”, o embate aconteceu em 30 de abril de 1838, envolvendo em torno de cinco mil soldados, com mais de 400 mortes. A batalha, em certo momento, foi interrompida, pois com a chuva e o excesso de barro inviabilizou o combate, quanto a ser chamado de barro vermelho, foi por motivos óbvios.

Outro fato importante foi sobre o “Hino Rio-grandense”, que teve sua origem a partir dessa batalha!

Ao final dessa peleja, os farroupilhas fizeram alguns prisioneiros do império brasileiro, entre eles estava a banda marcial do batalhão inimigo, foi quando as lideranças dos farrapos, lhes ofereceram algumas “regalias” como prisioneiros de guerra, se eles compusessem a melodia do hino da sua causa, sem alternativas, o maestro Joaquim José de Mendanha compôs a melodia, fez os arranjos, e deu vida ao Hino Rio-grandense, (a letra foi colocada posteriormente) que hoje todos os gaúchos sabem cantar, inclusive as torcidas de futebol de Grêmio e Internacional cantam nos seus estádios. É isso mesmo caro leitor, o nosso hino que tanto nos orgulhamos, foi composto em plena Revolução Farroupilha. Que história!

A arquitetura em estilo colonial português, até hoje se faz presente em inúmeros prédios e casas, o que dá um aspecto de cidade antiga e histórica, como de fato Rio Pardo é, em sua essência.

A Semana Farroupilha deste ano de 2026, traz como tema: “Herança Jesuítica e Guarani no Rio Grande do Sul: 400 anos de cultura e tradição”.

Sobre este tema trataremos em um próximo texto, aguardem!

O culto às Tradições Gaúchas, tem o intuito de contribuir para o desenvolvimento de uma sociedade mais igualitária e justa, para a formação de uma consciência social e cultural, para as futuras gerações.

A ansiedade já vem batendo forte, as pilchas sendo organizadas, os cavalos, os acampamentos, tudo está em curso a espera da data mais importante dos gaúchos, a: “Semana Farroupilha”!

Que o patrão dos céus nos abençoe e estenda seu pala sobre todos nós gaúchos, para que tenhamos a maior e melhor Semana Farroupilha de todos os tempos, com paz, saúde e alegria!

Viva o Rio Grande e as nossas mais antigas tradições!

* Prof. Luís Eduardo Souza Fraga – historiador e escritor (fragaluiseduardo@gmail.com)

Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul.
O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.

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