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Mundo Irã afirma que reagirá se agência nuclear da ONU aprovar resolução contra o país

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O porta-voz Esmail Baghaei também alertou a Coreia do Sul sobre a participação em operações militares dos Estados Unidos no Oriente Médio

Foto: Reprodução/X
O porta-voz Esmail Baghaei também alertou a Coreia do Sul sobre a participação em operações militares dos Estados Unidos no Oriente Médio. (Foto: Reprodução/X)

O Irã reagirá caso a agência nuclear da ONU (Organização das Nações Unidas) aprove uma resolução contra o país, afirmou nesta segunda-feira (7) o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, Esmail Baghaei.

Ele acrescentou que os países europeus que buscam uma resolução da ONU contra o Irã são “irracionais” porque a guerra com os Estados Unidos tornou as instalações nucleares iranianas inacessíveis.

Baghaei afirmou ainda que uma delegação do Catar chegou a Teerã no domingo (6) e teve “boas conversas” com o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, com o objetivo de reduzir as tensões.

“Eles [a delegação do Catar] tiveram reuniões produtivas com o ministro Araghchi e, como já afirmamos anteriormente, a diplomacia é uma questão dinâmica e contínua”, disse Baghaei.

O Catar se tornou um importante mediador nos esforços para reduzir as tensões entre Teerã e Washington e também manifestou apoio às negociações diplomáticas em andamento entre Omã e Irã para estabelecer um corredor marítimo conjunto temporário e remover minas para reabrir o estratégico Estreito de Ormuz.

No mês passado, o primeiro-ministro e ministro das Relações Exteriores do Catar, Sheikh Mohammed bin Abdulrahman Al Thani, se reuniu com diversas autoridades iranianas do alto escalão em Teerã em meio aos esforços para reduzir as tensões.

Ainda nesta segunda, o porta-voz Baghaei alertou a Coreia do Sul sobre a participação em operações militares dos Estados Unidos no Oriente Médio. Segundo ele, a presença ou participação de militares sul-coreanos seria considerada “apoio direto” a Washington e levaria a “sérias consequências”.

“Dado que o povo iraniano está atualmente se defendendo contra os atos de agressão dos EUA, a presença militar ou participação de outro país em operações no Golfo Pérsico e no Estreito de Ormuz seria inevitavelmente considerada apoio direto à parte responsável pelos atos de agressão e levaria a sérias consequências”, escreveu Baghaei, em coreano, nas redes sociais.

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