Terça-feira, 16 de junho de 2026
Por Redação O Sul | 16 de abril de 2016
A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) estuda ir à Justiça contra a liberação da produção, distribuição e uso da fosfoetanolamina sintética, conhecida como “pílula do câncer”. O órgão questiona a recente sanção da presidenta Dilma Rousseff à lei que autoriza o uso da substância para o tratamento de pacientes com tumores malignos, contrariando recomendações de órgãos do governo, como o Ministério da Saúde e a própria Anvisa.
Apesar de desenvolvida há 20 anos em uma laboratório da USP (Universidade de São Paulo), a fosfoetanolamina nunca passou pelos estudos clínicos necessários à comprovação de sua segurança e eficácia. “É importante ressaltar que a liberação de medicamentos que não passaram pelos devidos critérios técnicos significa colocar em risco a própria saúde da população”, diz a agência, em nota.
A Anvisa ressalta, ainda, que jamais recebeu qualquer solicitação de registro ou autorização para ensaios clínicos obrigatórios, a cargo depesquisadores ou produtores interessados.
Outra crítica se volta para o pressuposto de que a autorização presidencial implica uma interferência sobre a autonomia do órgão de vigilância, responsável pelo acompanhamento e liberação de medicamentos em todo o País. (Folhapress)
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