Sexta-feira, 21 de agosto de 2026
Por Redação O Sul | 16 de maio de 2016
A rebelião na Casa de Custódia de Teresina, nesta segunda-feira (16), se alastrou e tomou todos os pavilhões da unidade prisional. Os detentos quebraram celas, camas, grades, atearam fogo em colchões e lençóis. Policiais Militares do Ronda Ostensivas de Natureza Especiais e do Batalhão de Operações Especiais entraram no local e o clima é de tensão.
A Secretaria de Justiça confirmou dois detentos feridos por balas de borracha. Segundo o vice-presidente do Sindicato dos Agentes Penitenciários do Piauí, Kleiton Holanda, nesse domingo (15) houve uma tentativa de homicídio no Pavilhão F e a diretoria puniu os detentos deste prédio suspendendo as visitas familiares que iriam ser realizadas nesta segunda-feira (16). Esse seria o motivo da rebelião.
Carlos Edilson Sousa, subsecretário de Justiça do Piauí, afirmou que vários pavilhões ficaram bastante danificados e que ainda não se sabe o real motivo para a rebelião. “Ainda não se sabe o porquê desse movimento. A rebelião começou pelo Pavilhão H e a tentativa de assassinato foi no F, então não procede essa informação de que o motim teve início por conta da suspensão das visitas. A Polícia Militar está fazendo a recontagem dos presos”, disse.
A Eletrobras Distribuição Piauí esteve entrou no complexo prisional e suspendeu o fornecimento de energia para os pavilhões em rebelião. A Secretaria de Justiça confirmou que o motim começou em apenas de dois pavilhões: F e H. Atualmente a Casa de Custódia de Teresina tem cerca de 900 detentos, mas possui capacidade para apenas 300. (AG)
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