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Brasil Número de consumidores que tiveram seus nomes negativados se manteve estável no mês de maio

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Pelo menos 59,25 milhões de brasileiros (40% da população adulta) estão negativados (Foto: Reprodução)

O número de consumidores que tiveram seus nomes negativados se manteve estável no mês de maio, segundo a estimativa do SPC Brasil (Serviço de Proteção ao Crédito) e da CNDL (Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas). Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (16) e não incluem a região Sudeste.

Em números absolutos, a passagem do mês de abril para maio registrou 50 mil novos CPFs inscritos nos cadastros de restrição ao crédito. De acordo com a entidade responsável pela pesquisa, ainda que tenha aumentado o número de consumidores, o valor é considerado uma estabilização: de março para abril o crescimento tinha sido de 500 mil brasileiros.

No total, cerca de 59,25 milhões de consumidores estão negativados no país – ou 39,91% da população brasileira com idade entre 18 e 95 anos. Entre os adultos de 30 a 39 anos, a proporção é ainda maior: mais da metade (50,32%) estão inadimplentes, o que totaliza 17 milhões de consumidores enfrentando dificuldades para realizar compras a prazo, fazer empréstimos, financiamentos ou contrair crédito de modo geral.

Em comparação de maio de 2016 com igual período do ano passado, houve um aumento de 4,26% no volume de brasileiros inadimplentes. A região Nordeste é onde o número de inadimplentes mais tem crescido, com alta de 6,75% em maio frente a igual mês do ano passado. Em seguida aparecem as regiões Centro-Oeste (2,69%), Norte (2,61%) e Sul (1,53%).

O consolidado abrange apenas quatro regiões do País: Nordeste, Norte, Centro-Oeste e Sul. O indicador não considera os dados da região Sudeste, que estão suspensos devido à entrada em vigor da Lei Estadual 16.569/2015, conhecida como ‘Lei do AR’, que dificulta a negativação de inadimplentes em São Paulo. A redução do número de registros de inadimplentes observada em maio não é vista como reflexo de melhora na economia.

Contas água e luz lideram crescimento

O maior avanço no número de dívidas foi devido aos atrasos em pagamento de serviços como água e luz, com alta de 10,71% na comparação entre maio de 2016, com maio de 2015. A segunda maior variação no número de dívidas por setor é do comércio, com um crescimento de 3,43% das dívidas bancárias, seguidas pelo aumento de 2,86% das dívidas de bancos, que englobam atrasos no cartão de crédito, empréstimos, financiamentos e seguros. (AG) 

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