Sexta-feira, 28 de agosto de 2026
Por Redação O Sul | 8 de agosto de 2016
Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul. O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.
A dívida dos Estados com o governo federal não caiu de paraquedas nem nasceu por geração espontânea. São despesas feitas sem controle no passado e financiadas com endividamento. Hoje, a Câmara votará relatório da renegociação elaborado pelo deputado federal Esperidião Amin.
O presidente Michel Temer e o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, sabem que precisam socorrer os Estados com tubo de oxigênio. Porém, farão exigências para contenção de gastos. Com a torneira aberta para desperdícios, o problema vai ressurgir em pouco tempo.
ORIGEM DO ROMBO
A dívida pública do Rio Grande do Sul, que atinge 61 bilhões e 800 milhões de reais, é constituída por 60 contratos de empréstimos, parcelamentos de débitos previdenciários e de outras contribuições sociais.
Em torno de 83 por cento da dívida estadual tem origem em dois contratos firmados com o governo federal: o de refinanciamento em 1997 e o Proes, que saneou o sistema financeiro estadual, assinado em 1998.
CADA VEZ MENOS
O governo do Estado começou a elaborar, ontem, o Orçamento de 2017, com a discriminação da receita e da despesa pública. Chegará à Assembleia Legislativa a 15 de setembro. A votação ocorrerá até 30 de novembro. Com a crise, a ordem é apertar o cinto. Olhando de perto, nem cinto existe mais. De qualquer forma, representantes da sociedade precisam sair da zona de acomodação e acompanhar o andamento junto aos deputados.
MÃO NO BOLSO ALHEIO
Quando foi planejada a construção da nova capital federal, em meados da década de 1950, não se imaginava que viria a ser o grande palco da corrupção no País. Distante dos grandes centros urbanos, onde a pressão e a mobilização social são maiores, os donos do poder deitaram e rolaram. Parte considerável da população de Brasília, interessada em benesses, acabou dando respaldo, quando deveria combater a criminalidade oficial.
RECONHECIMENTO
A 9 de agosto de 1946, em visita ao Rio de Janeiro, o general Dwight Eisenhower, que comandou as tropas aliadas na Europa durante a Segunda Guerra Mundial, concedeu entrevista, destacando a atuação dos soldados da Força Expedicionária Brasileira. Declarou que “eles deram exemplos de bravura para entrar na História.”
RÁPIDAS
* O Jurômetro se aproxima de 250 bilhões de reais. Representa o valor pago pelo governo federal desde 1º de janeiro deste ano para rolar sua dívida.
* O projeto Escola sem Partido tramita no Congresso e em mais sete assembleias legislativas, entre as quais a do Rio Grande do Sul, além de 12 câmaras municipais.
* Interesse: o site do Senado abriu espaço para consulta pública e recebeu 330 mil opiniões sobre a Escola sem Partido.
* Volta à barbárie: a cada 4 minutos uma mulher é agredida no Brasil.
* Da série O Impossível Acontece: em Marajá do Sena, Maranhão, agiotas faziam empréstimos para campanha do prefeito e depois cobravam com juros do município.
* Por força do vício, a palavra mais usada pelos profissionais do otimismo, durante a campanha eleitoral, é prometo.
* Estará aberta até 2 de outubro a temporada para convencer que tudo vai melhorar.
Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul.
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