Quinta-feira, 21 de maio de 2026

Porto Alegre
Porto Alegre, BR
11°
Fair

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Economia A inflação de janeiro teve queda recorde e analistas já falam em taxa anual abaixo de 4,5%

Compartilhe esta notícia:

No ano passado, a taxa ficou em 1,27% no primeiro mês do ano. (Foto: Reprodução)

A inflação em janeiro recuou para 0,38%, a menor taxa para o mês em 23 anos, informou ontem o IBGE. Com esse resultado, em 12 meses, a inflação oficial do País, o IPCA, desacelerou para 5,3%, contra os 6,29% registrados no mês anterior.

O alívio nos preços aparece, assim, como o primeiro sinal de melhora da economia a ser sentido pelas famílias brasileiras após dois anos de recessão. Com a inflação contida, diminui a corrosão na renda dos consumidores.

A taxa surpreendeu positivamente o mercado, e já há quem aposte em uma inflação inferior ao centro da meta perseguida pelo governo, que é de 4,5% para 2017. Com isso, cresce a expectativa de um corte maior e mais acelerado da taxa básica de juros (Selic), hoje em 13% ao ano.

“Pelo menos no campo da inflação estamos vendo algum sinal positivo, que, em um primeiro momento, será revertido em juros mais baixos e freio na corrosão da renda. Num segundo momento, vai baratear o crédito a consumidores e empresas, gerando demanda, investimentos e emprego, o que, consequentemente, vai fazer a renda real aumentar, aliviando o orçamento das famílias”, pontua Maria Andreia Parente Lameiras, economista do Ipea.

Nos últimos dois anos, a inflação de janeiro, que historicamente é mais alta devido à pressão sazonal dos preços dos alimentos in natura, cuja produção é prejudicada pelas chuvas de verão, foi potencializada pela incidência do fenômeno climático El Niño.

No ano passado, a taxa ficou em 1,27% no primeiro mês do ano. A forte desaceleração ocorrida no começo de 2017, ressalta Eulina Nunes, coordenadora de Índice de Preços do IBGE, deve-se à regularização das chuvas.

A ausência do El Niño, aliada à expectativa de safra recorde de 215,3 milhões de toneladas de grãos este ano, será fundamental para manter a inflação em trajetória de queda, segundo os economistas, assim como a baixa demanda, consequência da recessão. (AG)

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Economia

Deixe seu comentário

Os comentários estão desativados.

Têm mais mulheres no comando de aviões pelos céus do Brasil
Uma delegada foragida segue recebendo salário de quase 20 mil reais
Pode te interessar