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Brasil O rombo nas contas públicas brasileiras até 2018 só perderá para o déficit da Venezuela, aponta estudo

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Estudo do Credit Suisse foi feito com dados de 68 países (Foto: Banco de Dados)

Sem um aumento na arrecadação de impostos, o rombo nas contas do setor público brasileiro só perderá para o déficit da Venezuela entre 2015 e 2018. A conclusão é de um estudo inédito do Credit Suisse, com dados de 68 países.

De acordo com o banco, a recente adoção de um teto para limitar a expansão dos gastos do governo e a possível aprovação da reforma da Previdência serão insuficientes para evitar esse cenário. Na segunda-feira (13), a agência Fitch alertou para o risco de rebaixamento da nota soberana de crédito do Brasil caso o governo não adote medidas extras para conter a expansão da dívida pública.

Pelo cálculo do Credit Suisse, se nenhum ajuste, via aumento de receita, for feito, o déficit nominal (diferença entre receitas e despesas) do Brasil será de 9,5% do PIB (Produto Interno Bruto), em média, entre 2015 e 2018.  Projeções do FMI (Fundo Monetário Internacional) indicam que, no caso venezuelano, o número será de 24,7% do PIB, no mesmo período.

Países que estiveram a ponto de quebrar recentemente, como Grécia, Espanha e Portugal, não encontram um déficit tão alarmante quanto o brasileiro. Com a trajetória de gastos prevista pelo banco, a dívida chegará a 99% do PIB em 2024. Essa projeção considera saída da recessão em 2017 e expansão média de 2% ao ano nos dez anos seguintes.

A conclusão é que o desafio de equilibrar as contas do governo é elevado, apesar da recente calmaria no mercado financeiro. Além disso, a esperada correção pode acontecer tarde demais. Mesmo que o próximo governo persiga o limite de expansão de gastos e a reforma da Previdência seja aprovada, a dívida pública pararia de crescer apenas na metade da próxima década.

Na avaliação do banco, o prazo alongado é arriscado. “Esperar dez anos para finalmente estabilizar as contas do Brasil é um tempo muito extenso, difícil que nada dê errado até lá”, diz o analista Paulo Coutinho. (Folhapress)

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