Domingo, 14 de junho de 2026
Por Redação O Sul | 18 de abril de 2017
O ex-executivo da Odebrecht Alexandrino Alencar afirmou em depoimentos ao Ministério Público que a empreiteira pagou uma espécie de mesada ao ex-deputado José Genoino (PT-SP) e ao presidente do Instituto Lula, Paulo Okamotto.
Segundo Alexandrino Alencar, que atuou como diretor de Relações Institucionais da Odebrecht, a empresa fez três ou quatro pagamentos de 15 mil reais a Genoino. No caso de Okamotto, os pagamentos foram de 10 mil reais durante “cinco ou seis meses”, de acordo com o ex-executivo.
Alencar narra nos depoimentos que a “ajuda financeira” aos dois foi iniciativa dele, e não foi solicitada por Genoino e por Okamotto. Ele também afirmou que em todos os casos os pagamentos foram feitos em dinheiro, em envelopes entregues pelo ex-executivo diretamente aos dois.
Em nota enviada pelo Instituto Lula, Paulo Okamotto afirmou que não recebeu “nenhuma mesada” de Alexandrino Alencar. O portal de notícias G1 procurou a defesa de José Genoino e aguardava resposta até a última atualização desta reportagem.
De acordo com o ex-executivo, nos dois casos, ele decidiu fazer os pagamentos porque “sentiu” que tanto Genoino quanto Okamotto passavam por dificuldades financeiras. Ele diz que, após perceber a situação, procurou o dono do Grupo Odebrecht, Emílio Odebrecht, e perguntou se seria possível que as contribuições fossem feitas. Segundo o ex-executivo, Emílio Odebrecht o autorizou a fazer as contribuições.
No caso de Genoino, Alencar afirma que percebeu que o ex-deputado passava por problemas financeiros logo após o mensalão do PT. Ele afirma ainda que a mesada de R$ 15 mil foi uma espécie de ajuda “humanitária”. (AG)
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