Quarta-feira, 27 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 29 de abril de 2017
Um dia após a greve de sexta-feira contra a reforma da Previdência e trabalhista, dezenas de pessoas voltaram às ruas na tarde desse sábado. Desta vez, a população de Rio Grande e municípios vizinhos lotou a praça em frente à prefeitura para ouvir os ex-presidentes petistas Dilma Rousseff e Luiz Inácio Lula da Silva em ato em defesa da indústria naval brasileira, da Petrobras, do pré-sal e da democracia. Os organizadores estimam que 12 mil pessoas tenham participado da mobilização. A Brigada Militar não realizou contagem.
Rio Grande sedia o polo naval que já foi responsável por mais de 20 mil postos de trabalho diretos e indiretos, e que hoje enfrenta grave crise pela falta de investimentos.
Ao lado de Dilma, do ex-governador Olívio Dutra, da senadora Gleisi Hoffman (PT-PR), além de deputados petistas, dirigentes da CUT e de sindicatos, entre outros aliados, Lula desafiou a Rede Globo a apresentar o nome do candidato que deverá apoiar para a Presidência da República. “Eu peço a Deus que a Globo descubra qual é o seu candidato porque eu, que nem queria ser candidato, terei o maior prazer em derrotar esse candidato. A Globo não se presta mais a transmitir informações, mas em tentar destruir o PT, Dilma e Lula”, disse.
“Quando se faz um impeachment de uma presidenta com 54,5 milhões de votos, pode se fazer qualquer coisa. Cada nova medida é um complemento do golpe. Não podemos deixar eles se consolidarem no poder”, conclamou.
Importância para a região
Em 2008, o estaleiro e a Petrobras assinaram um contrato de US$ 3,46 bilhões para fabricar oito cascos para plataformas de exploração de petróleo. Cinco anos depois, em 2013, o setor gerou 24 mil empregos diretos no município. No entanto, com as denúncias de corrupção reveladas pela Operação Lava-Jato, ligadas a empresa Ecovix, o número reduziu para as atuais três mil vagas.
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