Domingo, 13 de setembro de 2026
Por Redação O Sul | 18 de maio de 2017
O senador afastado e ex-presidente nacional do PSDB, Aécio Neves (MG), relatou a Joesley Batista, um dos donos do grupo JBS/Friboi, que perdeu o sono por ter colocado a sua irmã Andrea Neves na função de intermediária das tratativas para pedir ao empresário 2 milhões de reais.
O relato consta na delação premiada de Joesley ao MPF (Ministério Público Federal). Aécio teria detalhado que chegou a ficar “dez dias sem dormir”, por conta do envolvimento da jornalista e suposta operadora do parlamentar tucano. O tempo mostraria que a preocupação do senador não era à toa: nessa quinta-feira, ela foi presa preventivamente pela PF (Polícia Federal).
A diferença entre Aécio e a irmã é a prerrogativa de foro: a regra estabelece que senadores só podem ser presos em flagrante. Se demorasse mais um pouco, o empecilho cairia, afinal o Senado já aprovou em primeiro turno o fim dessa prerrogativa, com um detalhe curioso nesse caso: Aécio votou pelo fim do foro, a exemplo de outros senadores, em meio a uma grande pressão da sociedade a favor da iniciativa.
Pelo relato de Joesley, Andrea o procurou primeiro para pedir o valor milionário e, na sequência, Aécio participou de uma segunda conversa, na qual indicou um primo para receber o dinheiro.
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