Quinta-feira, 08 de outubro de 2026
Por Redação O Sul | 23 de maio de 2017
Apesar de o presidente Michel Temer abrir mão de antecipar o seu “dia D” no STF (Supremo Tribunal Federal), ao desistir do recurso para suspender o inquérito aberto contra ele na Corte, os principais partidos da base aliada já consideram que, em duas semanas, haverá outra data-chave para o governo: o julgamento no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) do processo contra a chapa Dilma-Temer.
Se a dobradinha vencedora da eleição de 2014 for cassada, Temer terá que deixar o cargo. Para tentar ganhar força até lá, o governo deu início a uma estratégia para demonstrar força no Congresso Nacional e aprovar medidas econômicas.
“A situação continua da mesma forma intranquila, de uma insegurança enorme”, avaliou o deputado Marcos Montes (MG), líder do PSD. “Precisamos sentir rapidamente se há ambiente para continuar votando as reformas. Mas acho que estamos nas mãos dos ministros do TSE, se eles decidirem cassar a chapa, esse será um indicativo de que o Palácio do Planalto perdeu a sustentação.”
Já o senador Tasso Jereissati (CE), que substitui interinamento o colega Aécio Neves (MG) no comando nacional do PSDB, é mais reticente quando questionado se a legenda manterá o apoio a Temer: “O partido está vendo isso com responsabilidade e o melhor para os tucanos é acompanhar as decisões judiciais do STF e do TSE”.
Posição semelhante tem adotado o DEM. “Vamos acompanhar os fatos e tentar, votar e cumprir a nossa obrigação, declarou o presidente do partido, senador José Agripino (RN). “Eu defendo que a pauta do Congresso seja rigorosamente mantida.”
Nos bastidores de Brasília, caciques destas e de outras siglas avaliam que uma eventual cassação da chapa Dilma-Temer junto ao TSE não é desejável para os situacionistas. Caso se confirme, no entanto, seria uma espécie de “saída honrosa” para que Temer deixe a Presidência da República.
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