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Brasil O novo ministro da Justiça diz que tem experiência na segurança pública: teve duas tias e ele próprio assaltados

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Torquato admitiu que precisar conhecer melhor o assunto. (Foto: Agência Brasil)

O novo ministro da Justiça, Torquato Jardim, reconheceu que tem pouca familiaridade com o tema da segurança pública, que também faz parte das responsabilidades da pasta que assumiu a partir dessa quarta-feira. Segundo ele, a sua única experiência com o assunto foi ter sido alvo de roubo.

Ele acrescentou, no entanto, que estudará o tema e disse que ninguém chega na pasta “conhecendo tudo”. Com o aumento dos episódios de violência no País, o presidente modificou em fevereiro o nome da pasta para “Ministério da Justiça e da Segurança Pública”, na tentativa de demonstrar que o tema é uma prioridade de seu mandato.

“A minha experiência com segurança pública foi ter duas tias e eu próprio assaltados. Em Brasília e no Rio de Janeiro. Mas eu vou estudar. A pasta é muito grande, você conhece o organograma do Ministério da Justiça, ninguém chega lá conhecendo tudo”, disse. A segurança pública era justamente uma das principais críticas feitas à gestão do antecessor do novo ministro, o deputado federal Osmar Serraglio (PMDB-PR).

Para assessores e auxiliares presidenciais, Serraglio  tinha “pouco pulso” para enfrentar o aumento da violência no País e vinha propondo poucas iniciativas para o caso do Rio de Janeiro.

Em entrevista à imprensa, Torquato também disse que pretende enfrentar “imediatamente” a questão da demarcação das terras indígenas. Ainda segundo ele, é um tema de “repercussão internacional” que tem de ser tratado o mais rápido possível.

“Eu defendo o que está na lei e preciso estudá-la, porque ela não terá uma só interpretação. O compromisso é claro de resolver isso em posição de dignidade humana”, disse. No início de maio, Serraglio havia anunciado a intenção de fazer uma espécie de mutirão para agilizar processos parados de demarcação de terras.

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