Segunda-feira, 14 de setembro de 2026
Por Redação O Sul | 7 de julho de 2015
A Sulgás, companhia de gás natural que tem como sócios o governo do Estado do Rio Grande do Sul e a Petrobras, vai ampliar em quase 50% a rede de distribuição nos próximos três anos.
O pacote prevê um aporte de 288 milhões de reais, dos quais 138 milhões de reais serão financiados com recursos do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) e o restante em capital próprio.
O objetivo é elevar a malha de gasodutos dos atuais 880 quilômetros para cerca de 1.300 quilômetros. Hoje, a rede está concentrada principalmente na região metropolitana de Porto Alegre.
Só em 2015, o projeto inclui 137 novos quilômetros – no segundo semestre, será iniciada a obra que levará o combustível ao distrito industrial da cidade de Alvorada.
Para poder atender o aumento da demanda, no entanto, a empresa precisará buscar fontes alternativas ao gasoduto Brasil-Bolívia, que hoje já enfrenta um cenário restrito de oferta de gás natural para a região Sul do País.
Uma das apostas é o terminal de gás liquefeito importado que o grupo Bolognesi planeja construir junto à futura termelétrica de Rio Grande.
A usina deverá consumir cerca de 5,5 milhões dos 14 milhões de metros cúbicos do terminal por dia. O excedente poderá ser comercializado.
A Sulgás também lançou uma chamada pública para comprar biometano proveniente da decomposição de resíduos agroindustriais.
O total de operações de fusão e aquisição de empresas brasileiras feitas por grupos estrangeiros atingiu 352 transações que movimentaram cerca de 56 bilhões de reais entre janeiro e maio deste ano.
Os dados são da corretora e consultoria de seguros Aon, a partir de informações públicas e balanços financeiros das companhias. No entanto, o estudo não traz um comparativo desse mercado no mesmo período do ano passado.
Cheque do exterior
Três fatores impulsionaram as operações, disse Felipe Junqueira, executivo da Aon. “O câmbio está mais favorável para investidores estrangeiros, a crise econômica deixou os ativos mais baratos e algumas empresas de fora estão com mais receita para investir no País”, declarou.
“Estima-se que alguns fundos que compram participação em empresas tenham captado 8,3 bilhões de dólares [26 bilhões de reais] para investir no País”, analisa o estudo.
Até 2016, os segmentos de infraestrutura, óleo e gás, saúde e energia terão o maior crescimento nesse mercado, afirmou Junqueira. (Maria Cristina Frias/Folhapress)
Os comentários estão desativados.