Segunda-feira, 15 de junho de 2026

Porto Alegre
Porto Alegre, BR
11°
Mostly Cloudy

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Mundo Barcos fantasmas da Coreia do Norte aparecem no litoral do Japão

Compartilhe esta notícia:

A explicação para toda essa viagem seria o desespero. (Foto: Reprodução)

O Japão está recebendo uma onda de barcos vindos da Coreia do Norte. Muitos navios chegam vazios às praias japonesas. Eles são chamados pelos jornais japoneses de barcos fantasmas. Em péssimo estado de conservação, vêm sendo encontrados à deriva, às vezes vazios, outras com cadáveres de seus ocupantes: uma rotina macabra para as cidades da Costa Oeste japonesa.

O mar é revolto, o tempo é frio e, mesmo com difíceis condições de navegação, cada vez mais barcos norte-coreanos têm chegado ao Japão. De um ponto, em linha reta, se está a cerca de mil quilômetros de distância da Coreia do Norte e a explicação para toda essa viagem seria o desespero. Autoridades norte-coreanas estariam impondo cotas de pesca impossíveis de serem cumpridas para alimentar um povo que passa fome.

Por causa de seus projetos militares, a Coreia do Norte vive sob o peso de sanções econômicas impostas pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas. O país tem dificuldade para comprar insumos agrícolas, maquinário, alimentos, e resta apelar para o que pode vir da pesca.

Os barcos precisam ir cada vez mais longe da península coreana em busca de cardumes. Com quase nenhuma tecnologia a bordo, não estão conseguindo voltar. Em 2017, eles apareceram em número recorde no litoral japonês: 99 barcos. Há dois anos, houve registro de apenas 15.

Quem resiste à jornada quase não fala, pede apenas para ser enviado de volta ao país de origem. Em abrigos, os ocupantes esperam a hora de serem deportados.

O Japão investiga a possibilidade de serem espiões se passando por pescadores, mas o pouco que se sabe sobre a rotina no interior da Coreia do Norte pode confirmar a versão mais sombria: desviando os poucos recursos do país para fins militares, o líder Kim Jong-un está selando o destino de sua população em terra e no mar.

Tensões com a Coreia do Norte

O governo chinês pediu, na segunda-feira (25), que todos os países se esforcem para reduzir as tensões com a Coreia do Norte. No dia anterior, o governo norte-coreano classificou de ato de guerra as novas sanções impostas pela ONU (Organização das nações Unidas) na semana passada.

A própria China apoiou um novo pacote de sanções da ONU contra a Coreia do Norte. Agora mudou o discurso. Pediu que as novas restrições sejam implantadas com moderação, para dar uma chance à paz.

O que aconteceu de lá para cá foi a reação da Coreia do Norte. O país considerou as sanções uma declaração de guerra. A nova decisão limita ainda mais a quantidade de petróleo e derivados que a Coreia do Norte pode importar. Agora o país só pode comprar cerca de 10% do que comprava no meio do ano. Na prática, isso sufoca ainda mais a já combalida economia da Coreia do Norte.

A estratégia da ONU é criar sanções econômicas tão duras contra a Coreia do Norte que o ditador Kim Jong-un acabe sendo obrigado a negociar o fim do programa nuclear e o desenvolvimento de mísseis balísticos.

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Mundo

Deixe seu comentário

Os comentários estão desativados.

Judeus franceses dizem que pretendem se mudar para Israel
Se ceder, Dilma poderá ser comparada à rainha da Inglaterra
Pode te interessar