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Armando Burd Vão faltar lenços

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O governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel. (Foto: Marcelo Sant'Anna/Imprensa-MG)

Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul. O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.

Governadores de Estados em crise financeira poderão se reunir em Brasília. Sabem que o choro conjunto ecoa mais. Há dúvida quanto à fixação da data e o tamanho do rio de lágrimas que vai correr. A única certeza é quanto ao título escolhido para o evento: Biópsia do Caos.

Para apertar o cinto

A situação de Minas Gerais é tão difícil que o governador Fernando Pimentel deixará o Palácio Tiradentes e buscará um local menor para economizar. Só a conta de luz custa 5 milhões de reais por ano. O Palácio é o maior prédio suspenso em concreto do mundo, segundo o engenheiro José Carlos Sussekind, responsável pelo projeto da obra. São quatro pavimentos revestidos em vidro e sustentados por 1.080 cabos de aço.

Avanço assustador

A 4 de fevereiro de 2003, os jornais noticiaram que a arrecadação de impostos no país subiu pelo sexto ano consecutivo e bateu recorde, atingindo 36,4 por cento do Produto Interno Bruto. Na mesma semana, o Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação divulgou que os impostos no Brasil eram maiores do que os cobrados nos Estados Unidos (29 por cento) e no Chile (22 por cento). Passados 15 anos, a situação não mudou.

Pouco retorno

Contribuinte que paga cada vez mais impostos não percebe melhora proporcional no retorno. O aumento da arrecadação não flui para reforçar os gastos na oferta de serviços, visando o bem estar da população.

Falta pôr o pé no freio

O exemplo vem de longe: a Carta Magna de 1215, na Inglaterra, limitou a força dos monarcas, impedindo o exercício do poder absoluto. Seguiram-se a Petição de Direitos de 1628, também na Inglaterra. Foi uma espécie de precursora do direito de espernear diante do rei. Com o que se perpetuou desde o começo da República, a opinião pública brasileira deveria se voltar à leitura desses textos.

Conhece
Martha Rocha, não a Miss Brasil de 1954, mas a deputada estadual, delegada e ex-chefe de Polícia é a pré-candidata do PDT ao governo do Rio de Janeiro. Pelo perfil, largará com vantagem quando a violência entrar em debate.

O preço

Quando o motorista para o automóvel no posto para abastecê-lo, paga em média 4 reais e 50 centavos pelo litro da gasolina. Para que isso aconteça, foi necessário construir e operar grandes plataformas para extração de petróleo em águas profundas, imponentes navios para seu transporte e complexas refinarias para a transformação em combustível. Somam-se milhares de caminhões para a distribuição a outros milhares de postos até o combustível chegar ao consumidor.

Diferença

No mesmo posto em que o motorista abastece o automóvel, a garrafa de meio litro de água mineral custa 3 reais. A extração se restringe a uma nascente, alguns canos, reservatórios com estruturas para engarrafamento e o transporte.

Dinheiro bem aplicado

Às 9h da próxima quinta-feira, será assinada a ordem de início das obras do Hospital do Câncer do Grupo Conceição. O prédio de sete andares terá 50 leitos de internação clínica; 30 leitos para tratamento hematológico e 14 leitos destinados a pacientes de transplante de medula óssea, entre muitos outros serviços. O investimento será de 100 milhões de reais para obras de construção e mais 50 milhões destinados à compra de equipamento. Estarão presentes o ministro da Saúde, Ricardo Barros, e o deputado federal Jones Martins, coordenador da Frente Parlamentar em Prol da Construção do Hospital do Câncer do Grupo Hospitalar Conceição.

Inocentes úteis

Partidos nanicos vivem uma doce ilusão: confundem estar no governo com ter o poder.

Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul.
O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.

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