Domingo, 20 de setembro de 2026
Por Redação O Sul | 11 de fevereiro de 2018
A Comissão de Política Externa do Parlamento venezuelano declarou que a integração com o Brasil terminou após as medidas adotadas nesta semana para fazer frente à onda migratória desencadeada da crise venezuelana e “em defesa” de seus cidadãos.
“Com as medidas adotadas, é declarado de fato ‘o fim da integração brasilera-venezuelana’ que tinha gerado um jogo ganhar-ganhar desde a década de 1990”, defendeu o presidente desta comissão, Luis Florido, segundo um comunicado facilitado pelo Parlamento.
Florido defendeu o Brasil vê agora na Venezuela “um problema” e que isto “gera uma tensão entre Integração e Defesa do Interesse Comum através da Soberania, já que o País endureceu as suas medidas migratórias para defender o interesse nacional”.
Para o deputado pelo partido Vontade Popular, estas decisões “deixam o problema do lado da fronteira de quem o gerou, o regime do (presidente) Nicolás Maduro”.
No entanto, apontou o Brasil “tem consciência mais do que qualquer outro (país) da crise humanitária” pela qual passa a Venezuela e que embora “tratam de colaborar”, reconheceu que “criminosos (…) abusaram destes benefícios”, razão pela qual, acrescentou, “os obriga a tomar estas determinações”.
“As medidas ditadas pelo Brasil, mais que favorável à Venezuela e aos venezuelanos, são uma ação em defesa de seus cidadãos e os seus recursos a nível doméstico”, finalizou o comunicado.
Medidas
Durante uma visita ao Estado de Roraima, onde chegaram nos últimos meses cerca de 32 mil venezuelanos, o ministro de Defesa, Raul Jungmann, assegurou que o Governo avalia uma ampliação da atuação do Exército na fronteira.
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